Parte III (prólogo)

Posted: domingo, 28 de outubro de 2012 by Arthur Alves in
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Eu já escrevi muitos textos. Eu já postei muitos textos que eu escrevi aqui nesse blog. Eu já “parei definitivamente de postar” umas cinco vezes. Acho que eu quero voltar escrever, mas de uma maneira diferente.
                Fazendo uma análise sobre o meu estilo e contextualização histórica eu suponho que foram duas grandes fases que eu já passei falando coisas nesse blog. Antes eu escrevia sem mostrar pra ninguém, era um negócio só meu. Eu criei pra postar uma teoria bem infantil (mas que eu acredito até hoje) que justificava o url e o nome do blog. Aí eu parei de postar.
                Depois eu mudei de cidade, comecei a sentir uns sintomas de depressão, me deu medo. Voltei a escrever coisas raivosinhas. Eu sou muito afetado pelo ambiente, quando eu tomo sorvete, escrevo algo feliz; quando eu pego chuva, eu escrevo sobre desventuras (que também soa engraçado). Muita gente começou a ler e eu parei de escrever.
                Agora acho que vou voltar a pensar sobre a minha existência, de maneira mais egoísta e prepotente do que nunca. Dessa vez com umas teorias e métodos científicos mais elaborados e umas ideias que pessoas não se importam minimamente.
São uns negócios tão diferentes que eu poderia criar outro blog, mas eu realmente gosto desse url.
                                                              

A Importância De Ser Inútil

Posted: sexta-feira, 30 de março de 2012 by Arthur Alves in
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                Eu com uns doze anos já tinha recebido muita influência musical do meu pai, coisas como Pink Floyd, Dire Straits, U2, New Order... E definitivamente muito de rock nacional oitentista, mas nunca tinha ouvido o estilo de Beatles ou Rolling Stones, por exemplo, coisa que meu pai não curte até hoje. Tinha algo na minha cabeça.
                Eu me lembro de assistir um videoclipe uma vez na TV que achei muito bom, pela música, até porque nunca mais vi e nem lembro como é. Mas eu não sabia o nome da música nem a banda, nem cantarolar, nem nada, nem tinha amigos ligados em música pra pesquisar. A tal música ia ficar pra sempre no volume mínimo no fundo do inconsciente.
                Não sei exatamente quando foi que eu ouvi depois e decidi que era essa a música que eu tinha visto na tv, até hoje não tenho certeza se era mesmo essa, mas toda vez que escuto ‘The importance of being Idle’ do Oasis, me vem a cabeça tudo isso aí que eu escrevi. Desordenado assim.
                Não sou MUITO fã de Oasis e essa música nem é a melhor que já ouvi, mas é uma espécie de ratatouille, se é que vocês entendem.
                Deu vontade de dizer isso, talvez porque eu esteja ouvindo agora, mas não entendo também. Enfim, até hoje o meu pai não curte.



10 regras úteis pra viver em Macapá.

Posted: sábado, 10 de março de 2012 by Arthur Alves in - , , , , ,
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                Voltei a morar em Macapá, e não reclamo mais, afinal, já fiquei aqui por mais de seis anos, e meio que entendi como funciona a cidade e as onças que andam pelas ruas deste norte inóspito. A questão é: existe um modo de sobreviver a essa cidade e extrair o que tem de melhor nela. Mas somente quem seguir essas regras de conduta e comportamento atingirá o poder supremo. Esse é o Life Hack Macapá.

Regra nº 1: Pare de reclamar. Não há motivos pra reclamar de morar em Macapá pra outra pessoa que também mora aqui. Não importa o que você fale, é obvio que essa pessoa já sabe os problemas da cidade, você só vai ficar sendo chato e repetitivo. Então, respire fundo e aceite, se ainda assim tiver problemas com a cidade SE MUDE.

Regra nº 2: Acostume-se com o calor. O clima é óbvio, faz MUITO calor e chega a ficar cinco meses sem chover. Parece catastrófico. E é.

Regra nº 3: Arrume o que fazer. Não dá pra morar aqui e ficar assim de bobeira com a vida, se a cidade não oferece tanto lazer, você acaba enlouquecendo se não fizer nada. Tudo bem que não se deve questionar a dádiva que é ficar sem fazer nada o dia todo, mas se você não prestar atenção, vai acabar completando uma semana inteira sem sair de casa, perdendo a noção do tempo e se perguntando qual é o seu propósito nessa vida. Estudar, trabalhar, assaltar gente, vale tudo. É pra isso que as pessoas vêm pra Macapá.

Regra nº 4: Arrume um(a) namorado(a). Você precisa ocupar a mente e liberar o stress, até por que, ao seguir a regra 3 você entra em uma rotina que pode ser um pé no saco. E mais, essa dica poderia ser sobre sair por aí e pegar várias meninas (sem palavras com dois gêneros a partir de agora) até cansar, mas aqui vai um bom motivo pra não: há pouquíssimos peixes no mar que já não tenham sido pescados e devolvidos ou mesmo congelados, uns até vem salgados. Deu pra entender nada ta ok então, vou desenhar.




enfim~


Regra nº 5: Aprenda a pegar ônibus--  tenha um carro. É sempre muito útil saber pegar ônibus, eu sempre digo que ônibus é um transporte de luxo pessoal, porém não pessoal e muito menos luxuoso, mas que você não se preocupa com muita coisa. O ruim é quando o serviço prestado é horrível (mais do que o normal) e o ônibus atrasa, está lotado, não tem janelas, é caro... Tenha um carro.

Regra nº 6: Use o cinto de segurança. É bom ter carro, é tudo muito perto, em terra de servidores públicos é fácil financiar um, só tem um porém: você está prestes a morrer. Macapá está entre as cidades com mais acidentes de transito do Brasil. Tem muito carro pra pouca estrutura. Tem famílias de quatro pessoas que tem quatro carros; Tem gente que vai comprar pão na esquina e vai de carro; (MUITA) Gente que dirige sem ter carteira de habilitação; pura mentalidade de interior. Some isso ao fato de ser uma das cidades com a sinalização urbana mais precária do país e com o pior asfaltamento e aí a estatística se justifica. Como alternativa a isso, vá de bicicleta (e corra o risco de ser atropelado).

Regra nº 7: Tenha internet. Pague caro, se necessário, mas que ela seja de qualidade. Tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, muita informação sendo veiculada -de certa maneira- além dos limites da nossa percepção. Alie isso a uma população quase totalmente alienada, uma mídia conservadora e -BANG-  você está em decadência cultural. Fique em sintonia. Leia o mundo.

Regra nº 8: Conheça alguém importante. Primordial. Aqui, grande parte das coisas ainda é resolvida por questões de interesse e influência, se você tiver proximidade a alguém que tenha qualquer um dos dois, você os terá também. Mas não é nada muito feio não, TUDO por aqui tem participação política; tv, rádio, associações, empresas, instituições de ensino... Então, besta será você se não aproveitar uma “facilitada nas coisas” de vez em quando.

Regra nº 9: Baixa a bola. É, depois de tudo isso ainda vem carinha se achando fodão por ser filho de juiz, ter amigo no governo, ter lavado o carro e ajeitado o som. A cidade é pequena demais pra tentar fazer uma imagem que não condiz com a realidade. A gente sabe que tu és um merda, todo mundo sabe. (não significa que não invejo a tua grana, amigo, demais até). Passou em medicina? comprou o carro do ano? suborna guarda do bafômetro? Baixa a bola que tu só não é virgem por que tem dinheiro pra pagar.

Regra nº 10: Aproveite as pequenas coisas. Eu sei que pode parecer frase de filme americano (e é), mas o bom de Macapá é poder aproveitar as pequenas doses únicas que a vida proporciona. Sério, onde mais seria possível unir a agitação do centro econômico da capital, com o clima provinciano do interior? Outro dia eu vi o pôr-do-sol (muito sem graça na vdd). Deixando a cidade de lado, o que salva isso aqui são os amigos que estão sempre por perto. Pouquíssimos amigos, porque em uma cidade tão pequena, tinha tudo que ser “porção pra um” mesmo.




~Não faço nem metade dessas coisas, por isso eu sou desse jeito.
 Extra: Tenha superpoderes. Reclame da vida com superpoderes e aí sim você terá problemas. kd Teletransporte.

Conhecimento Científico

Posted: quarta-feira, 16 de novembro de 2011 by Arthur Alves in - , , ,
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Roger, o vira-lata

Posted: quarta-feira, 9 de novembro de 2011 by Arthur Alves in - , , ,
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Eu recebi esses dias uma proposta de redação pra fazer uma fábula. Eu disse que não sabia, mas pensei bem e não é tão difícil assim. Fábulas são histórias onde a personagem é um animal e no desfecho significativo tem uma ‘moral da história’. Fácil, aqui foi a minha:

Roger, o vira-lata.
A vida de Roger, o vira-lata, não era nada boa. A começar pelo modo como ele era chamado. Roger havia implorado muito para que sua mãe, o matriculasse em uma escola do bairro, mas ela preferiu o mandar pro outro lado da cidade, pra uma escola bacana.
                Roger era o único da sua classe que não tinha raça, daí o apelido. Ele era o único cachorro da sala, pra começo de conversa. Apesar de tudo, ele tentava levar uma vida normal, mas não se encaixava em nenhum grupo. Magrelo demais pro grupo dos atletas, burro demais pro grupo dos jogadores de xadrez, peludo demais pro grupo dos bonitos e, no geral, cachorro demais pro grupo dos não-cachorros.
                Mesmo ele sendo o único animal na escola, ele não era nem um pouco conhecido, mas ainda assim, mantinha um bom coração. Na verdade ele tinha um coração meio fácil. Ele era desses que se apaixona por qualquer garota que lhe dê o mínimo de atenção. Foi o que aconteceu quando a menina dos cabelos vermelhos pediu sua licença pra entrar no refeitório.
                Ele nem ao menos sabia o nome, mas quase não conseguia parar de pensar nela. Uma pena que a coragem nunca foi dos seus fortes, e ele ficou muito tempo apenas olhando de longe, sem esperanças.
                Um dia qualquer, Roger acordou com o humor diferente e decidiu que ia finalmente criar coragem e falar com a garota ruiva. Calçou o seu melhor tênis, passou a camisa e ensaiou, no espelho do quarto, várias maneiras de quebrar o gelo e iniciar uma conversa.
                Ao sair de casa, não estava mais se importando em ser mais velho que ela, ou ter um focinho gelado, só queria viver a vida intensamente. Atravessou a rua sem olhar o sinal e foi atropelado por um caminhão.

MORAL DA HISTÓRIA: Não é fácil ser cachorro. Pare de enrolar e vá pegar a garota. Olhe pros dois lados etc.

Na essência, as minúcias.

Posted: terça-feira, 8 de novembro de 2011 by Arthur Alves in - , , , ,
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Quantas merdas estão acontecendo nesse exato momento no mundo todo? Quantas pessoas estão se importando com isso? Vale apena alguma coisa? Nada é menos importante no universo do que os maiores questionamentos sobre ele.
                As pessoas usualmente costumam falar que questões mundiais são mais importantes do que meros problemas cotidianos, eu gostaria de perguntar em que planetas elas vivem. É claro que são as pequenas coisas da vida que fazem você se sentir vivo, pouco se importando se tem fome na África ou não.
                Cada pessoa vive no seu próprio mundo, cada um tem a sua própria experiência que pode chamar de vida. Ela, a vida, é uma coisa que as pessoas complicam demais. É tudo muito simples, o mundo gira em torno de mim e eu sou a causa de todas as consequências que acontecem comigo.
                É engraçado quando questões sobre a vida surgem em momentos tão pouco importantes no contexto existencial, e quando você se depara com uma situação definitivamente marcante, nada mais é do que um dia qualquer.
                As últimas semanas foram de longe as mais peculiares do ano. Foi dessas em que você nota quem é amigo de verdade e quem está só de figuração na vida. Foi marcada por um acontecimento de infinita importância que me deixou insatisfeito com o universo. Pela primeira vez entrei em um cemitério, por motivos óbvios, mas apesar desse dia parecer ser diferente, estava tudo igual ao que sempre foi.
                No dia anterior não houve nada de diferente, a tristeza das pessoas não afetou nem um pouco o dia, ele começou e acabou na mesma hora de sempre, nem choveu. E tampouco nos afetou de maneira tão significativa quanto se poderia imaginar, apenas ficamos com caras esquisitas. Reparamos nas roupas, nas pessoas, no clima e até em certos momentos, seguramos o riso, como se estivéssemos fora de órbita.
                Tal situação nos torna insensíveis? A natureza é insensível por nos deixar viver as 24 horas inteiras enquanto desejávamos que aquilo acabasse logo? Não, porque a vida simplesmente vai acontecendo independentemente do nosso humor. Não é triste, mas é despido de emoção.Ninguém vai sentir a perda nos momentos mais importantes, mas sim nos mais banais, mais cotidianos, tão simples quanto tomar café de manhã sem ter acordado direito.
                A prova disso tudo é que, por mais que tenha sido um momento marcante nas nossas vidas, todas essas filosofias sobre ela me ocorreram aqui, por não saber por qual sabor começar no sorvete napolitano.

Tropa de elite 2 - Trailer Americano

Posted: segunda-feira, 7 de novembro de 2011 by Arthur Alves in -
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E não é que filme brasileiros estão com moral?

Idéias

Posted: sábado, 5 de novembro de 2011 by Arthur Alves in - , , ,
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Sobre não atualizar o blog, Giro de notícias e a moda da Insônia

Posted: segunda-feira, 31 de outubro de 2011 by Arthur Alves in - , , , ,
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Todos comemora, volta a coluna menos importante que reclamar da segunda feira e mais atrasada que a morte do Niemeyer. Retornam os textos semanais de segunda, ou mensais no caso.
                Mas, quer saber? Eu não recebo pra isso então, foda-se. Eu escrevo quando eu quiser também. Não obstante eu tenho motivos bem fortes pra curtir essas férias de blog, um deles é que, caso alguém não saiba, nos dois últimos finais de semana eu fiz o enem e uma prova de vestibular, respectivamente. Resumindo: gastei meu cérebro.
                Talvez se o feedback fosse mais interessante eu me esforçaria pra manter o ritmo aqui, tô pensando em mudar o nome do blog pra “0 comentários”, mas sem raivinha, porque eu curto muito meus cinco leitores regulares e as fãs também (só as gatas).
                E o que eu perdi de assunto pra comentar esses últimos dias? Vou fazer aqui um balanço rápido com o ¡¡Totalmente Desnecessário!! (mais uma bobagem que eu inventei pra introduzir o estilo “giro de notícias”).

Mundo: Tá lotado.

Brasil:   Gente o Lula tá com câncer, milhares de brasileiros se preocupam seriamente por terem investido o salário inteiro no bolão dos R.I.P. e terem marcado “Gianechinni”.

EU JÁ SABIA: Vazou o ENEM e estão culpando o nordeste por existir. Este meio de informação tem por obrigação dar uma opinião sobre o assunto polêmico: estão certos os comentários sobre os cabeça chata.

Expofeira: Está sendo um sucesso! (pra quem não sabe, a expofeira agropecuária é um evento de grande porte no estado do Amapá onde os jovens e adultos de baixa renda vão passear pelas vitrines e podem ser comprados pelo rebanho bovino que vêm de vários cantos do Brasil diretamente para o evento).

Egito: Matamos o cara errado, dizem rebeldes sobre a morte de Joel Santana. Khadaffi ainda desaparecido.

E.U.A.: Hoje é HALLOWEEN!! Dia daquelas festas e comemorações que você aprendeu na sessão da tarde. Mas no Brasil, todos festejam o dia do grande herói nacional, o Saci Perêrê (who?).

Amsterdam: Ainda é na Holanda.

Argentina: Não sei de nada lá não galera.
Fim do ¡¡Totalmente Desnecessário!! da semana, voltamos com a nossa programação regular.
               
Enfim, outro motivo bem pertinente pra eu ter deixado de escrever mais aqui é que eu estou fora de moda esses tempos, amigos. É que, pouca gente sabe, mas estamos vivendo a geração insônia. As pessoas costumam definir gerações por uma ideologia ou pelo que passa na TV na época, eu prefiro olhar o comportamento. ~NO MEU TEMPO~, todo mundo se orgulhava por dormir zilhões de horas por dia, tendo como grande ídolo o grande Garfield. Cultura que se fortaleceu na geração cubículos de escritório e “Odeio Segundas-Feiras feelings”.
                Hoje não, dormir é fora de moda, todo mundo tem insônia na internet, é incrível. Se duvidar, conte quantas vezes ouve ou lê a máxima dessa nova década “dormir é para os fracos”. Pobre eu, que decidi dormir e detonei a minha vida (interneticamente falando).
                O problema é que os caras tem uma visão torta de insônia. Ficar acordado até cinco da manhã e acordar no outro dia a uma da tarde não é insônia, isso é ser vagabundo, insônia é outra coisa. Se você for pra escola, vira um zumbi, se for pro trabalho, vira um zumbi mais bem vestido.
                É incrível como o melhor lugar pra dormir é sempre inoportuno. Você está em casa, totalmente cheio de energia, resolve sair e vem aquele sono violento que não se importa muito com os seus objetivos nem com a sua integridade física, você tem que dormir e pronto. É por isso que o melhor lugar pra dormir acaba sendo a sala de aula ou o local de trabalho. No caso, se você for motorista de táxi, carro, caminhão ou ônibus, use o cinto de segurança pra poder dormir etc.
                Eu acho que tem toda uma gama de situações que você pode passar simplesmente dormindo e ficar tudo bem, exemplo: caminhar. Apesar de eu achar que caminhar está na base subterrânea na cadeia alimentar dos esportes e exercícios físicos, é até interessante porque é uma coisa que você pode fazer dormindo sem nenhum problema. Eu mesmo várias vezes já acordei no meio do caminho e parei um pouco pra pensar como eu tinha percorrido os últimos metros. A conclusão é obvia, eu estava dormindo, sonhando e andando.
                Então, da próxima vez que você for fazer algo mecanicamente repetitivo e simples, como andar, lavar a louça, dirigir, cozinhar, cometer um assassinato; o faça dormindo e não tente parecer hipster vomitando em todo mundo a sua insônia e o quanto de café você bebe por dia. Enquanto você não criar uma personalidade alternativa que te ajude a fundar um clube de boxe clandestino, você não aproveita a insônia do jeito certo.

Causa e Consequência

Posted: segunda-feira, 10 de outubro de 2011 by Arthur Alves in - , , ,
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Fanatismo, no sentido literal da palavra, e em qualquer outro sentido, é uma merda.
                O maior problema é que se você tenta argumentar com um fanático, questionando algo sobre o que ele venera, é o mais próximo que você pode chegar de levar um tiro de ak-47. Sempre que eu tento falar pra alguém que a mídia massifica as preferências do povo, os caras argumentam que o que quer que seja é tão bom que as mídias têm obrigação de explorar ao máximo, numa lei de ‘vontade da maioria’.
                Nesse sentido, Justin Bieber esteve em três canais de TV simultaneamente no último domingo porque tem muita gente que gosta dele; Toda quarta-feira e domingo a tarde todos esperam o jogo do Flamengo na Globo, porque a maioria dos brasileiros é flamenguista; O país é laico, mas fala abundantemente sobre catolicismo e visitas do papa são quase feriados porque a maioria da população é cristã.
                Tudo errado, ou ao menos invertido. As pessoas geralmente não conseguem enxergar na mídia o sentido de causa e consequência. Tirando a religião, todo o resto é uma escolha flexível de preferências: time de futebol, estilo musical, ideologia política, etc. Então, uma preferência, pode ser mutável e precisa de reforço positivo para ser definida. Por isso, alguém que goste de jogar tênis de mesa se sentirá desmotivado e possivelmente passará a jogar futebol simplesmente pra ter com quem jogar, já que a mídia cultural diz que futebol é o esporte da nação.
                A grande mídia tem sempre aquele que pode ser chamado de formador de opinião. Geralmente, um ou mais indivíduos dizendo que acha que tal coisa é boa e outra coisa é ruim. Diretamente, como um crítico de cinema dizendo que filmes nacionais só são bons no estilo cinema-favela; ou indiretamente, como um personagem galã de novela bebendo coca-cola.
                A causa da maioria da população ser flamenguista, cristã, beber coca-cola e odiar o Rafinha Bastos, é a mídia explorando tudo isso como um reforço positivo em massa. Um contra-argumento seria que a mídia só explora o que é, ou pode ser, de acordo com a opinião da maioria. Eu digo: infelizmente um povo não tem um juízo definido sobre algo, é absolutamente necessário um conceito externo, os meios de comunicação social pra dizer que o seu vizinho também é flamenguista e que é melhor ser flamenguista que qualquer outro time.
                A TV, o rádio e a internet, formam a sua massa de manipulação os induzem a fechar os olhos e repudiarem um julgamento diferente do seu. Então caros amigos, pensem bem sobre as suas preferências. Elas são ou não uma escolha realmente pessoal?

Uma lógica genial, a mídia fala sobre o que a maioria quer ouvir, sendo que ela própria decidiu o que a maioria tem que querer ouvir.