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Faz tempo que não acontecia isso.
Já tava pensando que poderia ser pra sempre, mas não é tão ruim quanto eu esperava.
Não que eu esperasse que fosse ruim, mas é que eu podia imaginar.
Eu não vou sair sem pensar dessa vez, esperar que tudo comece como mais uma segunda-feira monótona, não dá agora.
Afinal, quando tudo voltar ao normal, não vai ser normal.
Recomeçar diferente e nem sei como, ou onde.
As caixas estão por toda parte e dentro delas: eu.
- onde está o Woody ?
Mais uma sessão de começar a escrever sem pretensão e acabar na mesmice chata e irritante de frases soltas e não, não estou bêbado, ou estive. Nunca estive, é o que quero dizer.
Alguém entende? É um monólogo. Eu entendi.
Palmas para o senhor na primeira fileira, aquele que consegue ver tudo e ainda assim não corre. E vejam, não é cego.
Quando volto de viajem, ainda nem sequer saí. Olho pro lado e as coisas continuam dentro das caixas.
Surpreso ao perceber, não saiu de uma música, mas sim de uma situação. Eu ainda imagino a música, ela tem melodia dançante, mas letra triste. Não me incomoda, não entendo uma palavra do que esse bêbado tá falando.
-você não vai mais querer isso?
-não sei...
-é sério, tô empacotando tudo.
As notícias não são boas, mas quem liga? Chega de entradas melancólicas.
Prefiro festivas, comemorativas ou alegrinhas, mas tenho que viver primeiro. Como dizia minha avó: “Prefiro festivas, comemorativas ou alegrinhas, mas tenho que viver primeiro”
Minha avó nunca falou isso.
O tempo passa tão rápido, e dizem que um ano é uma eternidade. Estranho.
Quando estiver na minha nova casa contemplando as novas paredes talvez eu olhe pra trás e veja que eu estava melhor.
Agora não consigo imaginar nada disso.
Eu quero descer no Insano. Pronto falei.
Por alguns poucos segundos o mundo vai estar fora da minha cabeça.
Eu queria ser o Superman. Arrumaria caixas em alta velocidade e elas não pesariam tanto.
In Transit
Posted: sexta-feira, 24 de julho de 2009 by Arthur Alves insobre música para se fazer música para;
Bomba
Posted: by Arthur Alves inAcabando a diversão e se aproximando o desespero.
a tensão não é comparada senão com a da maternidade, sendo que a segunda não presisa de tanta habilidade exatamente.
Findando postagens com um pingo de exagero introspectivo, frases prolixas e inconsistentes.
{sobre: vestibular.
Me acordei deprimido, mas não é de hoje.
Não gosto de me sentir assim. De fato. Não há muito a fazer, na cidade inteira, mas eu continuo por aí e odeio me sentir assim.
Futebol? É isso que está passando na TV? Eu gosto.
Celular.
-Alô? Bem, não. Ah, certo.
Festa à noite. Me sinto melhor. Afinal, amigos são pra isso.
Uma banda se esforça para parecer com a real dona da música que tocam como cover. Fazem direito.
É a idade. Algumas pessoas não sabem quando eles acabam, mas os bons tempos têm que ser aproveitados até lá, algo como carpe diem. Ou não.
Algum dia nos olharemos no espelho e diremos: droga, é isso aí, vamos lá. É o fim.
Mas olhando daqui, cara, nós nos divertimos.
E tudo que agente faz, ou deixa de fazer, não depende de nada ou ninguém. Somos apenas nós na pista de dança e o mundo pode acabar, não é?
Todos mentem muito, vivem muito e é assim que tem que ser.
Acho que você bebeu demais, me faz beber assim também, eu não quero ir embora.
Intensidade.
A intensidade das coisas que você diz ou faz ditam você, incriminam, apontam a direção.
Não é uma escolha, mas você ainda pode escolher não estar aqui.
Uma hora, quando tudo isso acabar, nós olharemos pra traz. Abriremos um sorriso.
Afinal, o que é Rock'n'Roll ?
Posted: quinta-feira, 16 de julho de 2009 by Arthur Alves inI said please don't slow me down if I'm going too fast!
Uma apresentação se faz necessária, mas prefiro adiá-la, digamos apenas: tenho que sair rapidamente
Quase morrendo de não ter o que fazer, com um pingo de exagero, atendo o telefone.
Ah, é claro, a sexta foi salva?
“Sério? Seus pais saíram agora? Tudo bem estou indo”
Eu já havia dito pra me ligar, mas mesmo assim – cadê a droga do all star? – espero que ela não me chame pra ir àquela festa.
Como uma ligação pode mudar um rosto? Sinto-me um idiota, quero dizer, não é nada, ou não é tudo. Droga.
Ainda não escureceu. As pessoas podem ser surpreendentes, ainda perco minutos olhando para algo e pensando em nada. Do lado de fora do ônibus as luzes timidamente acesas passam como foguetes. Não é pra parecer mais uma história adolescente ou um conto sem sentido, é só ir escrevendo, nunca tentou isso?
Como é bom ficar assim, perto.
Ás vezes eu acho que os outros não sentem como eu, os garotos não sabem como tratar uma garota, eu digo coisas estúpidas, mas é fácil se desculpar nesses casos, e as garotas... Eu acho que elas não sabem o que fazem com os garotos, elas não sabem como os deixam, ou sabem.
Ela diz: – vamos naquele bar beber alguma coisa? Alguns amigos estão lá.
Eu digo: – Não. Apenas passe o chocolate na boca e me beije
Pode não fazer muito sentido agora, mas na hora, bem, fez sentido. E eu também não tinha realmente algo melhor pra dizer.
Eu tinha algo melhor pra dizer, mas não... Agora não, ainda.
As conversas dispersas não me atraem e eu me sinto inferior às vezes. Ela deve ser uns dois anos mais velha, mas faz parecer que não.
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Sem perceber estou em casa novamente.
Foi bem vazio. Não diria triste, mas é que não se pode acabar tão depressa.
Ok, não se perca. Pulamos a parte do “até nunca mais” e ensinamos como acabar uma amizade promissora: fiquem.
Franz Ferdnand - Katherine Kiss Me
The Strokes - 12:51
