Prolixidade e mais um copo;

Posted: domingo, 19 de julho de 2009 by Arthur Alves in -
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Me acordei deprimido, mas não é de hoje.

Não gosto de me sentir assim. De fato. Não há muito a fazer, na cidade inteira, mas eu continuo por aí e odeio me sentir assim.
Futebol? É isso que está passando na TV? Eu gosto.

Celular.
-Alô? Bem, não. Ah, certo.
Festa à noite. Me sinto melhor. Afinal, amigos são pra isso.

Uma banda se esforça para parecer com a real dona da música que tocam como cover. Fazem direito.
É a idade. Algumas pessoas não sabem quando eles acabam, mas os bons tempos têm que ser aproveitados até lá, algo como carpe diem. Ou não.
Algum dia nos olharemos no espelho e diremos: droga, é isso aí, vamos lá. É o fim.

Mas olhando daqui, cara, nós nos divertimos.
E tudo que agente faz, ou deixa de fazer, não depende de nada ou ninguém. Somos apenas nós na pista de dança e o mundo pode acabar, não é?
Todos mentem muito, vivem muito e é assim que tem que ser.
Acho que você bebeu demais, me faz beber assim também, eu não quero ir embora.

Intensidade.
A intensidade das coisas que você diz ou faz ditam você, incriminam, apontam a direção.
Não é uma escolha, mas você ainda pode escolher não estar aqui.

Uma hora, quando tudo isso acabar, nós olharemos pra traz. Abriremos um sorriso.

0 Abraços:

Todo o que disser poderá ser usado contra você, no tribunal. Pratique o Eufemismo