Título Qualquer

Posted: domingo, 12 de julho de 2009 by Arthur Alves in -
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Uma apresentação se faz necessária, mas prefiro adiá-la, digamos apenas: tenho que sair rapidamente

Quase morrendo de não ter o que fazer, com um pingo de exagero, atendo o telefone.
Ah, é claro, a sexta foi salva?
“Sério? Seus pais saíram agora? Tudo bem estou indo”
Eu já havia dito pra me ligar, mas mesmo assim – cadê a droga do all star? – espero que ela não me chame pra ir àquela festa.
Como uma ligação pode mudar um rosto? Sinto-me um idiota, quero dizer, não é nada, ou não é tudo. Droga.

Ainda não escureceu. As pessoas podem ser surpreendentes, ainda perco minutos olhando para algo e pensando em nada. Do lado de fora do ônibus as luzes timidamente acesas passam como foguetes. Não é pra parecer mais uma história adolescente ou um conto sem sentido, é só ir escrevendo, nunca tentou isso?

Como é bom ficar assim, perto.
Ás vezes eu acho que os outros não sentem como eu, os garotos não sabem como tratar uma garota, eu digo coisas estúpidas, mas é fácil se desculpar nesses casos, e as garotas... Eu acho que elas não sabem o que fazem com os garotos, elas não sabem como os deixam, ou sabem.

Ela diz: – vamos naquele bar beber alguma coisa? Alguns amigos estão lá.
Eu digo: – Não. Apenas passe o chocolate na boca e me beije
Pode não fazer muito sentido agora, mas na hora, bem, fez sentido. E eu também não tinha realmente algo melhor pra dizer.
Eu tinha algo melhor pra dizer, mas não... Agora não, ainda.

As conversas dispersas não me atraem e eu me sinto inferior às vezes. Ela deve ser uns dois anos mais velha, mas faz parecer que não.




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Sem perceber estou em casa novamente.
Foi bem vazio. Não diria triste, mas é que não se pode acabar tão depressa.
Ok, não se perca. Pulamos a parte do “até nunca mais” e ensinamos como acabar uma amizade promissora: fiquem.

Franz Ferdnand - Katherine Kiss Me
The Strokes - 12:51

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