Algumas reflexões sobre a instabilidade

Posted: segunda-feira, 20 de dezembro de 2010 by Arthur Alves in - , , , , , ,
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 O fato de um mundo de informações chegar de maneira inacreditavelmente rápida para cara indivíduo comedor de maçã da face da terra tem um lado muito negativo que é a influência na formação de opinião.
                Eu não consigo sequer supor a veracidade ou a durabilidade de uma concepção de opinião escarrada por qualquer um que fale sem ter sido convidado ou mesmo de alguém que se disponha a discutir e defender um ponto de vista com unhas e dentes, seja ele qual for.
                O motivo é que as pessoas mudam. As opiniões são passageiras, e apesar de acreditar no consenso geral em relação à qualidade de conteúdo, hoje finalmente entendo o que diabos poderia significar o ditado: ‘gosto não se discute’.
                O problema é que muita gente anda se tornando passiva à instabilidade de opinião, muita gente considera algo pop ou não; algo de bom gosto ou não, apenas por ter absorvido as considerações de um ou outro formador de opiniões qualquer, ou pior, achar, na infindável ignorância, que a maioria dita o bom e o ruim.
                Assim, acompanho algumas ambigüidades de comportamento bem notáveis no mundo que eu vivo. Alguém, que dizia odiar certo tipo de pessoa, acaba lentamente por se tornar a exata imagem da qual tinha aversão anteriormente. A ironia quase não tem fim e eu tento mais uma vez buscar uma resposta no meio de tanta confusão.
                Até que me deparo com uma verdade inconveniente, eu simplesmente sou só mais um ser com a opinião instável, que busca lentamente uma afirmação, e isso se torna cada vez mais irônico. Eu me pego analisando minhas próprias atitudes, meus infinitos monólogos sem sentido, e o que muitas pessoas poderiam classificar como amadurecimento, eu acabo encarando como um apodrecimento.
                Eu saio e olho novamente para os outros, na minha confortável situação de critico social incansável, vejo que, por comparação, minhas mudanças foram bem mais sutis, e reparo que as pessoas menos decididas formalmente acabaram caindo no esquecimento do meu passado. Eu nem lembro como eu me relacionava com coisas assim.
                O que me resta são poucos amigos, mas amigos que valem a pena ter, aqueles entre poucos que talvez a saudade seja mais reconfortante do que triste. Ainda acho que os sentimentos nostálgicos em relação à isso seja o natal finalmente me afetando, mas se for, então finalmente eu o  entendi. Tem haver com escutar guizos.
                Se o meu esforço por conhecer tudo, buscar a experiência e divagar sobre a vida, preceder e se sobrepor ao meu falatório interminável sobre as pessoas como objeto de estudo, eu me sentirei em ordem, mesmo que nunca tenha provado jiló pra saber que odeio.


Aproveitemos a vida enquanto ainda gostamos disso

Tipo Isso

Posted: quarta-feira, 15 de dezembro de 2010 by Arthur Alves in - ,
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Batman's Utility Belt

Posted: terça-feira, 14 de dezembro de 2010 by Arthur Alves in -
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Out to lunch

Posted: by Arthur Alves in - , ,
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Estou redirecionando a minha mente para outros objetivos que não se baseiam no simples entretenimento alheio. De fato, estou abrangendo os meus conhecimentos no que diz respeito à criação e/ou produção literária, para então dar início a um projeto pessoal que provavelmente vai ocupar grande parte do meu tempo de ócio. Por isso novas teorias, histórias ou contos geralmente encontrados nesse espaço, vão ser mais raros daqui por diante.




O que você vai contar pros seus filhos?

Posted: quarta-feira, 8 de dezembro de 2010 by Arthur Alves in - , , , , ,
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 Alguma vez, você jovenzinho maroto recém livrado das espinhas que se acha um adulto quando a mãe manda você pagar a conta de luz atrasada, talvez já deva ter se perguntado: ‘o que eu vou contar da minha vida pros meus filhos?’
                Sabe aquele sermão que você leva do seu pai sobre a vida ter responsabilidades e que toda a pressão começou quando [insira a história triste do seu pai aqui]. Ou no churrasco de família que todo mundo diz pro seu tio contar daquela vez que [insira a história de insanidade juvenil do seu tio aqui]. Todos parecem ter uma história pra contar e parece que todas essas histórias aconteceram na mesma época da vida que você está passando agora, ou seja, a sua vida é chata demais pra ser contada.
                Filho, é o seguinte, na sua idade eu já tinha que me comportar como homem, e tinha a responsabilidade de twittar pra 500 seguidores alienados, mas já era esperto como os vencedores tem que ser, assim consegui logo baixar esse programa que gera esses seguidores fantasmas pra mim. Papai é muito esperto.

Eu não fui dessas crianças gordas de apartamento que curtem ver TV o dia todo e não praticam esporte nenhum, primeiro por que eu nunca fui gordo, mas o resto é tudo meio verdade.
                Dizem que quem nunca sangrou o dedo jogando bola na rua descalço ou correu na chuva só de cueca arriscando a vida na corda bamba da pneumonia, não foi criança. Se for verdade, então eu nasci meio idoso. Eu era do tipo que empina papagaio no ventilador, que joga peteca no carpete, e que, no geral, não gosta de brincar de nada que envolva corridas. – Fato que causa até hoje a minha total falta de condicionamento físico até pra jogos de luta no fliperama
                O máximo de farra que eu consigo hoje é virar a madrugada jogando vídeo-game com meus amigos, se embebedando de coca-cola, falando de nossas ‘profundas’ experiências com o sexo oposto e tudo ainda meio que acaba com PORRA, EU TE AMO PRA CARALHO VELHO!1!(?)
                Eu acho que desorgulho os meus pais quando falo que vou pra casa do fulano amanhecer jogando Pro Evolution Soccer ou Metal Slug.
Quem me dera ter um filho baladeiro que que chega em casa de manhã escondendo a embriagês e que vez ou outra ganha umas DST’s extras, MAS NÃO! Meu filho vai lá destruir o futuro dele jogando Playstation 2.

Sobre a Transitoriedade, por Sigmund Freud

Posted: segunda-feira, 6 de dezembro de 2010 by Arthur Alves in - , , , ,
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Ao pensarmos que tudo que temos de bom - as belezas da natureza, o universo de sentimentos que cultivamos, nossos amores e até sabedoria - desvanece e se transforma em nada sob a ação do tempo, podemos tanto nos desiludir quanto valorizar ainda mais o presente.

Um amigo me mostrou esse texto muito interessante há uns dias atrás e eu achei oportuno partilhar mais essa teoria sobre o que quer que seja com quem quer que seja.

Não faz muito tempo empreendi, num dia de verão, uma caminhada através de campos sorridentes na companhia de um amigo taciturno e de um poeta jovem, mas já famoso. O poeta admirava a beleza do cenário à nossa volta, mas não extraía disso qualquer alegria. Perturbava-o o pensamento de que toda aquela beleza estava fadada à extinção, de que desapareceria quando sobreviesse o inverno, como toda a beleza humana e toda a beleza e esplendor que os homens criaram ou poderão criar. Tudo aquilo que, em outra circunstância, ele teria amado e admirado, pareceu-lhe despojado de seu valor por estar fadado à transitoriedade.
A propensão de tudo que é belo e perfeito à decadência, pode, como sabemos, dar margem a dois impulsos diferentes na mente. Um leva ao penoso desalento sentido pelo jovem poeta, ao passo que o outro conduz à rebelião contra o fato consumado. Não! É impossível que toda essa beleza da Natureza e da Arte, do mundo de nossas sensações e do mundo externo, realmente venha a se desfazer em nada. Seria por demais insensato, por demais pretensioso acreditar nisso. De uma maneira ou de outra essa beleza deve ser capaz de persistir e de escapar a todos os poderes de destruição.
Mas essa exigência de imortalidade, por ser tão obviamente um produto dos nossos desejos, não pode reivindicar seu direito à realidade; o que é penoso pode, não obstante, ser verdadeiro. Não vi como discutir a transitoriedade de todas as coisas, nem pude insistir numa exceção em favor do que é belo e perfeito. Não deixei, porém, de discutir o ponto de vista pessimista do poeta de que a transitoriedade do que é belo implica uma perda de seu valor.
Pelo contrário, implica um aumento! O valor da transitoriedade é o valor da escassez no tempo. A limitação da possibilidade de uma fruição eleva o valor dessa fruição. Era incompreensível, declarei, que o pensamento sobre a transitoriedade da beleza interferisse na alegria que dela derivamos. Quanto à beleza da Natureza, cada vez que é destruída pelo inverno, retorna no ano seguinte, do modo que, em relação à duração de nossas vidas, ela pode de fato ser considerada eterna. A beleza da forma e da face humana desaparece para sempre no decorrer de nossas próprias vidas; sua evanescência, porém, apenas lhes empresta renovado encanto. Um flor que dura apenas uma noite nem por isso nos parece menos bela. Tampouco posso compreender melhor por que a beleza e a perfeição de uma obra de arte ou de uma realização intelectual deveriam perder seu valor devido à sua limitação temporal. Realmente, talvez chegue o dia em que os quadros e estátuas que hoje admiramos venham a ficar reduzidos a pó, ou que nos possa suceder uma raça de homens que venha a não mais compreender as obras de nossos poetas e pensadores, ou talvez até mesmo sobrevenha uma era geológica na qual cesse toda vida animada sobre a Terra; visto, contudo, que o valor de toda essa beleza e perfeição é determinado somente por sua significação para nossa própria vida emocional, não precisa sobreviver a nós, independendo, portanto, da duração absoluta.
Essas considerações me pareceram incontestáveis, mas observei que não causara impressão quer no poeta quer em meu amigo. Meu fracasso levou-me a inferir que algum fator emocional poderoso se achava em ação, perturbando-lhes o discernimento, e acreditei, depois, ter descoberto o que era. O que lhes estragou a fruição da beleza deve ter sido uma revolta em suas mentes contra o luto. A idéia de que toda essa beleza era transitória comunicou a esses dois espíritos sensíveis uma antecipação de luto pela morte dessa mesma beleza; e, como a mente instintivamente recua de algo que é penoso, sentiram que em sua fruição de beleza interferiam pensamentos sobre sua transitoriedade.
O luto pela perda de algo que amamos ou admiramos se afigura tão natural ao leigo, que ele o considera evidente por si mesmo. Para os psicólogos, porém, o luto constitui um grande enigma, um daqueles fenômenos que por si sós não podem ser explicados, mas a partir dos quais podem ser rastreadas outras obscuridades. Possuímos, segundo parece, certa dose de capacidade para o amor — que denominamos de libido — que nas etapas iniciais do desenvolvimento é dirigido no sentido de nosso próprio ego. Depois, embora ainda numa época muito inicial, essa libido é desviada do ego para objetos, que são assim, num certo sentido, levados para nosso ego. Se os objetos forem destruídos ou se ficarem perdidos para nós, nossa capacidade para o amor (nossa libido) será mais uma vez liberada e poderá então ou substituí-los por outros objetos ou retornar temporariamente ao ego. Mas permanece um mistério para nós o motivo pelo qual esse desligamento da libido de seus objetos deve constituir um processo tão penoso, até agora não fomos capazes de formular qualquer hipótese para explicá-lo. Vemos apenas que a libido se apega a seus objetos e não renuncia àqueles que se perderam, mesmo quando um substituto se acha bem à mão. Assim é o luto.
Minha palestra com o poeta ocorreu no verão antes da guerra. Um ano depois, irrompeu o conflito que lhe subtraiu o mundo de suas belezas. Não só destruiu a beleza dos campos que atravessava e as obras de arte que encontrava em seu caminho, como também destroçou nosso orgulho pelas realizações de nossa civilização, nossa admiração por numerosos filósofos e artistas, e nossas esperanças quanto a um triunfo final sobre as divergências entre as nações e as raças. Maculou a elevada imparcialidade da nossa ciência, revelou nossos instintos em toda a sua nudez e soltou de dentro de nós os maus espíritos que julgávamos terem sido domados para sempre, por séculos de ininterrupta educação pelas mais nobres mentes. Amesquinhou mais uma vez nosso país e tornou o resto do mundo bastante remoto. Roubou-nos do muito que amáramos e mostrou-nos quão efêmeras eram inúmeras coisas que consideráramos imutáveis.
Não pode surpreender-nos o fato de que nossa libido, assim privada de tantos dos seus objetos, se tenha apegado com intensidade ainda maior ao que nos sobrou, que o amor pela nossa pátria, nossa afeição pelos que se acham mais próximos de nós e nosso orgulho pelo que nos é comum, subitamente se tenham tornado mais vigorosos. Contudo, será que aqueles outros bens, que agora perdemos, realmente deixaram de ter qualquer valor para nós por se revelarem tão perecíveis e tão sem resistência? Isso parece ser o caso de muitos de nós; só que, na minha opinião, mais uma vez, erradamente. Creio que aqueles que pensam assim, de e parecem prontos a aceitar uma renúncia permanente porque o que era precioso revelou não ser duradouro, encontram-se simplesmente num estado de luto pelo que se perdeu. O luto, como sabemos, por mais doloroso que possa ser, chega a um fim espontâneo. Quando renunciou a tudo que foi perdido, então consumiu a si próprio, e nossa libido fica mais uma vez livre (enquanto ainda formos jovens e ativos) para substituir os objetos perdidos por novos igualmente, ou ainda mais, preciosos. É de esperar que isso também seja verdade em relação às perdas causadas pela presente guerra. Quando o luto tiver terminado, verificar-se-á que o alto conceito em que tínhamos as riquezas da civilização nada perdeu com a descoberta de sua fragilidade. Reconstruiremos tudo o que a guerra destruiu, e talvez em terreno mais firme e de forma mais duradoura do que antes. 

 Sigmund Freud

tipo tumblr

Posted: sexta-feira, 3 de dezembro de 2010 by Arthur Alves in
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Dezoito anos de preguiça

Posted: sábado, 27 de novembro de 2010 by Arthur Alves in - , ,
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Eu fiz dezoito anos a umas duas horas e ainda to aqui com essa cara de cu.

As pessoas têm uma coisa estranha com aniversários marcantes. Você completa uma determinada idade e de repente tudo muda num piscar de olhos. Na verdade não mudou nada.

                Quando você é mais novo e faz planos, ou quando é mais novo e copia os planos dos filmes dos anos oitenta que passam na sessão da tarde, você vê a sua vida completamente diferente do que ela realmente se torna. Na verdade tudo continua a mesma coisa, só que num contexto diferente.
               
Eu não sou um astronauta, não estou na escola de pilotos, não sou um astro do rock, não sou nenhum pouco famoso,tenho 313 amigos no Orkut, bebo café, deixo a barba crescer por que tenho preguiça, tenho espasmos de visão turva com o olho esquerdo e é só.
                Com certeza a partir de hoje eu vou ouvir muita gente falando sobre eu ter feito dezoito anos e coisas do tipo, e pode ser muito irritante, mas enfim, não matei ninguém e agora não posso mais.
Na verdade eu só me lembrei que o meu aniversário era hoje agora a pouco mais cedo, que o meu pai fez uma piada de eu estar quase nascendo etc. aí eu perguntei – como assim? Que dia é hoje?
Não me fiz de babaca. Eu sou mesmo.

Notei agora que isso não tem muita importância, notei que eu sou quase o último dos meus amigos a fazer dezoito anos, notei que ter me alistado não me tornou mais macho, notei que ter acabado a escola não te torna melhor do que ninguém (passar no vestibular sim, escrotos), notei que já estamos em 2010 e ainda precisamos de pista pra acelerar o Delorian.

Guloseimas da padaria, salgados da rua e outros lanches que decepcionam

Posted: segunda-feira, 22 de novembro de 2010 by Arthur Alves in - , , , , ,
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Oi

Eu fui comprar um lanche na padaria com a minha irmã e me fodi

Agora eu me sinto obrigado a dar essa dica pra todas as pessoas não passarem por isso e viverem mais felizes que é: não compre nada na padaria à noite. Padaria é o tipo de coisa que só funciona de manhã, o padeiro na verdade dorme às seis da tarde pra poder acordar inacreditavelmente cedo no outro dia. Não importa o quão cedo você acorde, a padaria já está aberta.
O padeiro acorda tão cedo que depois de fazer todo um trabalho matinal ainda espera por muito tempo antes de começar telecurso 2000 pra ele ligar a TV. –ainda existe telecurso?
São quatro da manhã agora enquanto eu to escrevendo isso e se eu sair de casa agora e for à padaria ela vai estar fechada, mas se eu dormir, mesmo que seja por cinco minutos, aí ela já vai estar funcionando e lotada de gente, por que padaria é uma coisa pra quando você acorda e não pra antes de dormir, e ainda, nunca a padaria vai existir sem uma fila pra testar o seu humor logo pela manhã.
As pessoas que ficam na fila da padaria geralmente não sabem o que vão pedir e ficam super aflitas quando a balconista pergunta o que ela vai querer, e a última da fila antes da sua vez sempre se lembra de algo de última hora antes de finalizar o pedido. Deviam existir duas filas nas padarias classificadas como ‘Quem vai pensar no que vai pedir só quando chegar a sua vez’ e ‘Quem tem CERTEZA do que vai pedir’.
Dependendo da padaria onde você for, a variedade e a beleza de diversas guloseimas vão desviar a sua atenção para a meta final. Seja ela qual for. E é pra isso que as mães inventaram as lendas e histórias sobre a assepsia dos cozinheiros no preparo de coisas gostosas. Todo mundo já ouviu que o principal ingrediente do padeiro é o suor da testa e os cabelinhos da costa. Isso foi inventado justamente pra você ter nojo daquilo que aparentemente é delicioso.
Quando eu era criança, sempre tinha vontade de comer uns salgados que vendiam na rua por um menino que os levava numa tupperware gigante que a sua tia com certeza tem também. O problema é que os mais velhos sempre me diziam que esses lanches eram sujos por que o menino tinha deixado cair no chão, pegado de volta e continuado a vender normalmente. Quer dizer, isso tinha que acontecer. Todos os dias o garoto estava fadado a cair da bicicleta e derrubar todos os seus lanches no chão. – eu acreditava nisso e ficava até com pena dele, veja só
Os lanches seguros são os da padaria, mas antes de anoitecer.
Quando eu fui lá na esperança das falsas vitrines chamativas, comprar um lanche, obviamente o cara que abre a padaria (dono, padeiro ou sei lá quem) já estava dormindo e só as balconistas estavam lá. Nenhuma fila significa que é mais tempo pra eu ficar patetando antes de escolher o que eu vou pedir, mas também significa que é por algum motivo que não tinha ninguém lá. Esse motivo são os lanches horripilantes que sobram pra você comprar. Só ficam as coxinhas que quase estouraram, os enrolados-de-whatever  banhados em óleo reutilizado e coisas do tipo.
                O resultado é a pura decepção à cada mordida no pão de queijo duro, a cada sabor diferente e esquisito que você sente ao morder o enrolado-de-whatever, tendo a certeza que talvez esses lanches estivessem gostosos no mês em que eles foram feitos.

Enfim, na padaria, comprem pão que é mais confiável. 

Sobre a primeira parte do último filme do Harry Potter

Posted: sábado, 20 de novembro de 2010 by Arthur Alves in - , ,
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Eu tinha um pôster com essa foto, nemsougay

Eu estava errado.

Quando você vai assistir a um filme, a pior coisa que pode acontecer é a decepção em relação àquilo que você esperava. Isso com certeza acontece com todo mundo, por isso, eu prefiro saber o mínimo possível antes de ver qualquer filme, mas é claro que isso não é possível se ele for baseado em um livro que você já leu. Por exemplo, o tal Harry Potter.
                Eu li cada livro logo que era lançado e, também por causa do super atraso em relação aos filmes, preferia muito mais ler a assistir Harry Potter. Então, por esse motivo, nos últimos filmes da série eu abaixei drasticamente minhas expectativas e ainda assim, os filmes não passaram de lixo.
                Com todo esse rancor no coração fui assistir á primeira parte do último filme da saga e me surpreendi a cada cena que eu via. Eu acho que o roteirista que já fez muita merda, finalmente leu o livro antes de escrever o filme e o resultado foi a queda drástica de popularidade pra quem era fã dos filmes e a valorização sem tamanho pra quem é fã dos livros. Cada cena em seu devido lugar e o filme tem o clima perfeito do livro, inúmeras falas são idênticas às do livro, parando com a invenção de coisas por parte dos diretores.
                Chega a ser engraçado ver como os roteiristas se viraram pra conseguir concertar todos os buracos presentes nos filmes anteriores principalmente no fim do sexto, onde a batalha da ordem contra os comensais é simplesmente inexistente no filme. Personagens tiveram que ser apresentados às telas, mesmo estando em evidência desde muito tempo nos livros.
                O filme tem algumas cenas ‘cortadas’ da história, mas nem se compara com os outros fiascos. O que vemos é finalmente um filme dramático, com a desvalorização do herói e a evidência do quão impotente são os protagonistas adolescentes, pela primeira vez, sozinhos.
                Eu que estava pronto pra destruir o filme com comentários sarcásticos de fúria, fiquei light.

poisé

Aquele cara cego

Posted: terça-feira, 16 de novembro de 2010 by Arthur Alves in - , , , ,
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I wake up in the strangest places--


Como estragar uma obra prima em um passo: Faça um filme disso.

Posted: domingo, 14 de novembro de 2010 by Arthur Alves in - , , , ,
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Oi ne

Daqui a alguns poucos dias vai estrear no cinema o novo filme do Harry Potter. E a minha irmã já comprou a nossa entrada na primeira sessão há algum tempo e eu só vou assistir por que os ingressos já foram comprados.
Mentira

Todo ano é a mesma coisa, depois de se decepcionar com o filme anterior eu digo: ‘não vou mais assistir Harry Potter no cinema’ aí quando está próximo da estréia: ‘esse trailer tá interessante... vou ver só por curiosidade’ e na estréia, lá estou eu, todo eufórico com a camisa e o boné do fã clube e com uma varinha mágica que acende a ponta, no primeiro lugar da fila pra entrar no cinema. – tirando a parte o eufórico, é.

Depois de ver o filme, a parte dois da novela começa – a fúria. Saio logo da sala falando pra todo mundo que tá na espera, as partes que foram cortadas, as falas alteradas e... como esse menino o Cedrico é mesmo um gato own

Eu me pergunto: se todo mundo que eu conheço, e que gosta realmente dos livros, acham os filmes ruins, como diabos uma merda dessa vai parar nos cinemas?

Imagina só o diálogo dos caras quando pretendem adaptar algum livro ou história em quadrinho pras telonas:
- Porra, tem uma parada legal pragente fazer manolo
- Falaí
- Eu não tenho idéia do que se trata, mas é um best seller e ganhou prêmios pra caralho.
- Ótimo! Chama o zé-ninguém-nadica-da-silva pra escrever um roteiro que destrua completamente o trabalho de quem quer que seja de quem nós estamos falando.
-GRANA
-GRANA
E assim foi concebido o filme de Anjos & Demônios.

Dá pra entender coisas desse tipo? Por isso eu digo que eu ainda vou publicar alguma história em algum tipo de mídia pouco lucrativa pra alguém resolver ganhar dinheiro às minhas custas e fazer um filme com a minha idéia. Quero que isso aconteça só pra eu ir a público falar: - não assistam à essa merda de filme escroto que esses filhos da puta abutres produziram. – eu vou postar no twitter, aliás, será que ainda vai ter twitter até lá? Economia volátil essa em que vivemos... e eu puto com a vida. Quem usa Orkut ainda?

                Um filme de merda pode ser feito por qualquer um em Hollywood, devido ao lucro que proporciona várias editoras vendem a sua idéia pra diretores frustrados que não conhecem absolutamente nada da história e tentam promover, não importa o lixo que seja. Aceitar que isso se torne um negócio, tudo bem, mas aí ter continuações tipo ‘dois – a vingança’ ‘três – a revelação’ ‘quatro – especial de natal’ aí... JÁ É DEMAIS HEIM PESSOAL?
                Tem vários fracassos que foram simplesmente esquecidos e substituídos por outros talvez mais fiéis as obras tipo Hulk, Superman, Batman <------------FODA, mas tem uns que eles resolveram apagar depois do terceiro tipo Homem Aranha. WTF
                - Olha galera, tipo, agora vocês esqueçam toda a confusão de super bandidos sendo derrotados de forma medíocre, por que agora vamos começar tudo de novo, um remake da picada.

Eu acho que vão fazer um novo filme do aranha por que a atriz que fazia a tia May morreu, só pode! Ou não conseguiram mais contratar o ator que faz o tio Ben pra fazer aquelas participações ridículas do Peter conversando com ele do céu FALA SÉRIO ou não tinham mais idéias pra distorcer o assasinato do tio Ben pra por o cabeça de teia atrás do verdadeiro VERDADEIRO assasino que não era mais aquele cara e sim a Mística em mais um de seus disfarces. –Quem ainda usa a expressão ‘fala sério’ ?

                Deixarei minhas considerações sobre Harry Potter aqui ainda, ok.

Aceite Jesus #2

Posted: quinta-feira, 11 de novembro de 2010 by Arthur Alves in - , , , ,
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Religious People

Posted: sábado, 6 de novembro de 2010 by Arthur Alves in - , , ,
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Deus Não Liga se a Sua Caneta Bic Está Falhando

Posted: sexta-feira, 5 de novembro de 2010 by Arthur Alves in - , , , ,
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Oi. Eu estou com sono, como sempre.

Minha mãe diz que eu sou atoa (ateu) e ainda por cima atoa (atoa mesmo).

                Isso me fez pensar sobre o teísmo e tal e eu acabei por travar na idéia de o porquê das pessoas acreditarem que santos fazem milagres. E é só prestar atenção que o esquema é simples: quer felicidade, paz, curar alguma doença, sorte e prosperidade? Senha #1, vai falar direto com o Pai (lê-se O Criador), mas se você quiser grana, comprar uma casa uma carro ou até curar sua impotência, aí é senha #2, vai falar com um de nossos atendentes, os santos.
                A resposta não está na cara? As pessoas pedem coisas ao santos quando não têm coragem de pedir isso pra Deus... é como uma hierarquia de pedidos. – Não desligue, a sua ligação é muito importante pra nós.

                Se ainda não tiver descido o bastante, ainda há o nível #3, os mortos ‘celebridades’. Eu não ia falar nada sobre isso, mas as circunstâncias... Aqui na minha cidade, (digo aqui porque sinceramente eu não sei se acontece em outro lugar do mundo, essa façanha) no dia dos finados algumas muitas pessoas vão até o túmulo de uns caras que eles nem conheceram enquanto eram vivos e fazem pedidos pra esses mortos, que simplesmente não fizeram nada de santo quando vivos para merecerem tal badalação.
                O morto (pêsames) pode ter sido um motoboy corinthiano, ninguém realmente sabe, mas um dia algum infeliz corinthiano creditou um milagre ao defunto e todo mundo foi na onda. Os caras são muito mascarados, ficam famosos e nunca respondem ás cartas dos fans, ficam só lá paradões, são estrelas underground... CADÊ A HUMILDADE?
                Na Hora que for fazer o seu pedido, tente classificá-lo em nível #1, #2 ou #3. Tente assemelhar com: #1 – Curar mãe com câncer; #2 – Um crossfox pra curtir a thousand Miles ou #3 – Ser promovido no emprego de ‘cara da Xerox do segundo andar’ para ‘cara do cafezinho no gabinete do assistente do chefe’. Tá fácil não.

Que mesquinho seria, você cristão pedindo ajuda pra DEUS pra pagar as contas... vai trabalhar vagabundo!

                Imagine a situação: Você vai saindo de casa pra fazer uma prova dificílima na sua motherfucking escola de riquinhos, e nota que perdeu a caneta. 
Nesse momento o seu desespero está no nível mais baixo “São longuinho são longuinho... ACHAAMINHACANETARAPIDÃOQUEOPAPAITÁBUZINANDOLAFORAAFF!11!! PFV PFV”. Você deu os seus pulinhos para o santo de nome suspeito, que pode ter sido o Sherlock Holmes no tempo de Jesus, por que Deus riria ao ver você fazendo um papel de babaca desses – E fica esperto que o homem é fofoqueiro!
                Depois disso, já na prova, você nota que não sabe nenhuma questão e que colar é impossível com os fiscais fungando no seu pescoço. Agora o Senhor Longo já parece piada na sua cabeça, você precisa falar com o manda-chuva! (não, não é são Pedro, é Deus seu bbk) “Deus, É QUESTÃO DE VIDA OU MORTE!! A MINHA MÃE ME MATA!” nessa hora, chorar é bom pra convencer o todo poderoso a mandar o Chico Chavier no seu corpo pra invocar os espíritos de Arquimedes, Pitágoras, Einstein etc. – Na hora de chorar, o faça silenciosamente, ou seus amigos rirão de você, né?
 -Deus não liga se a sua caneta bic tá falhando ( Que espécie de título é esse? PQP )

A Central de atendimento de pedidos pra Deus (CAPD) está aí pra todos, mas só peça coisas impossíveis pra Ele, porque Ele gosta de desafios! Na dúvida pergunte pra Jesus, mimado do jeito que ele é, se não conseguir, pede pro papaizinho... CRESCE JESUS!!


A Banalização da Sexualidade

Posted: segunda-feira, 1 de novembro de 2010 by Arthur Alves in - , , ,
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Não Proponho uma solução, nunca penso nessa parte.




“Arrebita sua bunda vagabunda que a bunda é tudo de bom que você tem”

Rimar bunda com bunda é o que há Gabriel o Pensador


Dizem que todos os brasileiros gostam de bunda e que no Brasil só tem bunda, bunda, caipirinha e bunda. É uma péssima fama tratada como lei pelo mundo inteiro.
                Quando você pensa em um país, logo as características marcantes e famosas vêm à mente, por exemplo: Itália – pizza; França – Torre Eiffel, amor etc.; Japão – sushi, robôs; Brasil – tráfico sexual.

                Eu nunca entendo o porquê dos programas na TV sempre mostrarem mulheres seminuas com a intenção de atrair maior audiência, se você tem uma proposta de programa, faça bem feito, não precisa colocar bundas na cara do telespectador pra chamar a atenção. Apelo sexual é uma bosta.
                Será que essas mulheres que ficam de biquíni na TV não vêem o quanto são desprezadas e só estão lá pra enfeitar o palco? Que tipo de credibilidade tem alguém que mostra o corpo pra ganhar dinheiro? Cantoras de funk, panicats, mulheres frutas que um dia foram panicats e ainda vão ser cantoras de funk, ex-bbb’s caralho... Eu me sinto um idoso pensando no respeito que deveria existir nisso aí.
               

Te chamam de celebridade e você acredita, enche o rabo de vaidade e arrebita” mais Pensador


Eu sou contra machismo. Eu até já tentei ser machista, mas não combina comigo, eu sou muito contra estereótipos de futebol + cerveja + Amélia... Eu quero uma namorada que assista um filme comigo e não que lave a minha roupa enquanto eu como uma vizinha gostosa.

Eu não estou falando de censura, mas de uma desaceleração da sexualidade pública das pessoas. É tipo, PORRA SE VOCÊ QUISER SE MASTURBAR BAIXA UM PORNÔ SEU DESGRAÇADO.

                 Todo mundo tem um amigo que é comedor. Aquele que pega todas e tem orgulho de viver a vida intensamente na corda bamba das DST’s. Um amigo Stifler.
               
                Eu sou da religião ‘se-eu-sentisse-vergonha-se-a-minha-mãe-visse,-então-é-ruim’. Tudo bem que achem que sexo é a melhor coisa do mundo etc., mas não precisa ser um pervertido pra gostar de sexo, quero dizer, tudo que é vulgar é ridículo, a vida não é esse americam pie todo não champs. Se você acha que uma garota gosta dos seus comentários sobre o tamanho do seu pênis, você é um babaca.
                O mesmo vale para as garotas que querem se fazer de “sexy”, um vestido super colado com um decote gigante só diminui o Q.I. aparente. É inversamente proporcional, deu pra entender?

Nesse contexto, as panicats não têm cérebro.


Ok ok.. o que realmente importa é a quantidade de insinuações sexuais que isso contiver, o que realmente importa é o pão e circo, o que realmente importa é o aumento de turistas sexuais, o que realmente importa é a diminuição do pudor.


Estou puto, mas passa.

Ateísta vs. Teísta

Posted: by Arthur Alves in - , , ,
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Do sempre bom, Ryotiras

Adolescentes Serelepes

Posted: sexta-feira, 29 de outubro de 2010 by Arthur Alves in - , , ,
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-Vocês são pequenos demais, não são? 
 - Sim, por que nós somos crianças. 
- Isso não é desculpa, eu nunca fui pequeno como vocês. 
- Você já foi uma vez.
- Fui não, sabe porque? Por que eu me lembro perfeitamente de pôr um chapéu no topo da minha cabeça. Olhem esses seus bracinhos, eu nunca alcançaria. 

Willy Wonka


Vou escrever sobre algo que eu passei quase ontem como se fosse a milhares de anos atrás, inventando uma falsa sabedoria que conhecidamente eu não possuo só pra tentar uma credibilidade inexistente que ainda apenas supostamente embasariam os quaisquer argumentos que virão a seguir.
                                                                       
Você que tem pênis e/ou vagina, etc. - como assim e? OMFG

                Adolescentes são supervalorizados, quero dizer, tudo o que acontece com alguém de 12-13 até 15-16 anos é interpretado como rebeldia adolescente. Essa tal rebeldia da idade não existe. Pessoas são pessoas e pessoas fazem merdas, independente da idade. Aos jovens falta apenas a experiência que, é claro, vai ter que ser adquirida de um jeito ou de outro.
                Resumindo a questão é que se deixar o moleque quebrar a cara ele aprende e pronto. Não tem essa de proteger, como é que ele vai aprender afinal de contas?

O problema maior no meu ponto de vista não está num envolvimento com drogas, numa gravidez precoce, numa vida marginalizada, etc. porque isso se previne no aprendizado enquanto criança (não aceite balas de estranhos, espere o príncipe encantado..). O problema está na colorificação da juventude. Tenho dito.

                Se você Pai/Mãe resolve ser liberal demais na criação do deu filho, deixando ele fazer o que quiser e quando quiser, ele vai acabar se tornando um adolescente que acha que ainda pode fazer tudo, então quando você tentar de todas as maneiras impedi-lo de tocar fogo na casa terá criado o perfeito rebelde sócio-problemático que se envolve em problemas na escola e comete furtos leves – do tipo: jaqueta preta + topete + Ray ban + moto uhu   


Mas aí, ao tentarem ser conservadores, os pais que passaram pelos anos 80 com uma careta no rosto, criam os filhos na frente da TV e com valores programados criando algo como uma geração consumista de massa, que ao chegar à inundação de informação que é a internet acaba se tornando um adepto à vampirirosidade teenager e todos os estilos de música em que o cantor(a) seja gatinho(a). Virando algo como isso:


Não há nada para ‘não entender’ na cabeça de um adolescente, ele é só velho demais pra ganhar presente em outubro e novo demais pra ser levado a sério.

Pai, Mãe é por isso é que existem os métodos anticoncepcionais e as pistolas automáticas com silenciadores (se você só se deu conta tarde demais da cagada que fez, etc)

Bjo te levo comigo
                

Como escolher sua religião #2 (Capinaremos)

Posted: quarta-feira, 27 de outubro de 2010 by Arthur Alves in - ,
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Aceite Jesus

Posted: by Arthur Alves in - , , ,
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Como escolher sua religião (Revista Super)

Posted: terça-feira, 26 de outubro de 2010 by Arthur Alves in - , ,
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Dois membros

Posted: by Arthur Alves in - ,
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Acidez Noturna: Parar de Estudar, ok

Posted: quinta-feira, 21 de outubro de 2010 by Arthur Alves in - , , , , , ,
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Eu odeio ter que dar satisfação, estar errado e saber disso.
- é com essa conflitosa frase adolescente família restart que eu começo a pauta de hoje, ok

               
                Há algumas coisas que você não pode dizer pros seus familiares. Alguns amigos podem entender, mas a maioria da galera que tem o mesmo sangue que você (e até os cunhados intrometidos) sempre vai se chocar se você falar uma dessas frases abaixo:

Oi, pai, mãe, sou homossexual – dito na hora do jantar é a principal causa de enfartos em pais machões e orgulhosos. O mesmo ainda vale para: ‘Quero ser Ator’ ou ‘Quero ser Bailarino’.
Quero ser um astro do rock – essa vai provocar uma série quase sem fim de risadas histéricas e medonhas e depois você ainda vai ter que escutar horas de ‘sobre como a vida não é fácil’ bla bla bla. O mesmo vale pra: ‘Mãe quero ser blogueiro/vlogueiro’.
Eu não acredito em Deus – tudo bem, você pode ter uma família onde todo mundo é ateu, mas com certeza alguma pessoa já tentou te converter pra alguma religião, e essa, quem quer que tenha sido, não consegue sequer suportar a idéia de alguém que não acredita em Deus.
Eu vou Largar os Estudos – BAM! Essa frase segue um ‘fala baixo menino’ *olha ao redor* ‘vamos aqui conversar’. Tudo o que importa são as aparências, e é onde eu quero chegar.

                 Falando novamente em como as pessoas são hipócritas vem aquele caso de ‘tudo bem que o filho do vizinho é gay, mas meu filho não pode ser nunca’. É sobre o quanto todo mundo adora falar que é moderno e que aceita as diferenças e as escolhas pessoais, mas dentro de casa adora controlar todo mundo com um falso modelo de ‘certo’ ou ‘aceitável na sociedade’.
                E esse controle de certa forma inibe, principalmente os mais novos, de se expressar e botar em prática os seus desejos e sonhos, criando aquela imagem de ‘rebeldia adolescente’ que tenta justificar os pais recriminando qualquer atitude dos seus filhos que  estão lidando do próprio modo com o mundo, é algo como uma super-proteção disfarçada como ‘chatice de adultos’.


Se você tiver 15 anos, desculpa, sua palavra não vale merda nenhuma, é isso.


                Essa tal super-proteção acaba polindo uma réplica dos pensamentos dos pais nos filhos e diminui drasticamente uma das melhores coisas da sociedade em geral: a individualidade e a opinião própria, traduzindo: pais controladores, filhos babacas. – Ou punks e sociopatas em potencial, sei lá.
               
O que eu quero dizer é que para uma melhor evolução pessoal, por assim dizer, é necessário um desligamento parcial da família. Todo mundo diz que não se importa com o que os outros dizem, mas é besteira, só não se importa com o que os outros dizem quem não escuta ninguém dizer nada a respeito do que quer que seja e isso só é possível com uma desvalorização em qualquer tipo de relacionamento, não se entregando a nada nem a ninguém apenas para observar o comportamento das pessoas, á distancia. *puxa o ar*

                Eu conheço muitos amigos que agora estão na Universidade e não estão satisfeitos com o seu curso e com a sua vida em geral e não largam por motivos que pra mim, não são tão convincentes. Ou é a mãe que aconselha a ficar ou é a vergonha de ter que admitir que perdeu um ano ou é a desmotivação por ‘voltar atrás’, enfim, no final o que conta não é a opinião pessoal e sim o que poderá escutar dos outros por que eles tinham expectativas e etc. se você não manda todo mundo tomar no cu, nesse caso, você é um babaca.
               Eu larguei a minha vaga na Universidade, de fato, fiz uma escolha ruim de curso e não estava satisfeito com o rumo que as coisas estavam tomando. Me considero corajoso por isso e um pouco impotente por não poder fazer mais, mas pelo menos o primeiro, e grande, passo eu consegui dar, espero ir mais adiante com os meus planos (que prefiro simplificar pra não perder tempo de viver, ou de twitar, sei lá) e essa coragem de trocar algo certo por algo duvidoso eu prefiro não considerar burrice, se não eu fico na fossa. - Aí não dá, né?
               

Eu sei absolutamente as conseqüências que essa atitude pode gerar, eu pensei muito antes de fazer isso e sempre que eu pensava me dava uma aflição sem fim de ser professor. Escolhi não viver. Motivos? Quem precisa de motivos quando se tem heroína? – Frase de um filme foda, não uso drogas, ok.


Luís Fernando Veríssimo escreveu: Pensei vagamente em estudar arquitetura, como todo o mundo. Acabaria como todos que eu conheço que estudaram arquitetura, fazendo outra coisa. Poupei-me daquela outra coisa, mesmo que não tenha me formado em nada e  acabado fazendo esta estranha outra coisa, que é dar palpites sobre todas as coisas. E eu dou RT, por que... né? Tá fácil pra ninguém.

Sensacionalismo na Política, na TV e nas Pessoas

Posted: terça-feira, 19 de outubro de 2010 by Arthur Alves in - , , , ,
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 As eleições ainda não acabaram, o segundo turno tá aí, mas não importa mais falar de política, a onda agora é partir pra acusação pessoal. Tamo junto.

               
                Política já é uma das coisas mais cheia de putaria que existe, e a democracia só torna isso pior. Eu sempre fiquei pensando, ‘o que esses caras vão falar desde o início da propaganda política até o fim, sem repetir todo dia a mesma coisa?’ a resposta é: eles vão repetir todo dia a mesma coisa.
                Não importa se é em debates, na própria propaganda gratuita, tudo o que se vê é sempre mais do mesmo. Poderia ser totalmente sério e sem graça, mas aí, depois de tanto tempo falando mentiras o que vai fazer, os holofotes mudam para: o que o outro cara não vai fazer, ou o que ele já fez de errado e talz.

E aí de repente a propaganda política na TV se transforma em um programa sensacionalista do Nelson Rubens com manchetes que vão desde: ‘CANDIDATO JOSÉ SERRA NÃO CUMPRE NEM OS MANDATOS QUE FOI ELEITO, você votaria num candidato que não cumpre nem o que assina?’ até ‘CANDIDATO JOSÉ SERRA PEGA SOL NA PRAIA DE IPANEMA E VEJAM SÓ TÊM PÊLOS NAS COSTAS!1!!1 você votaria num candidato com pêlos nas costas? Veja bem’
               
                Eu nunca entendi programas como TVFAMA, que vivem a custas das Informações Não Requisitadas das pessoas famosas e cantores de sertanejo. Esse tipo de coisa, essa industria que vive assim de paparazzos, sensacionalismo e investigação criminal sobre quem matou quem na novela, poderia simplesmente desaparecer do mapa que íamos ficar muito bem.
               
O que mais me intriga é que eu nunca ouvi ninguém dizer que gosta desse tipo de programa, sempre tem alguem pra fazer uma piadinha sobre Nelson Rubens, Amaury Jr, VNPDSS... E assim, a TV vive de audiência. Como é que um programa tão zoado ou uma revista que tem como capa ‘Fulana ex-bbb faz compras com o bofe’ consegue durar tanto tempo, como é que eles PAGAM OS CARAS? MERMÃO. - eu ia escrever Carolina diksei-lá-como-se-escreve, depois Gisele Bintbm-não-sei-e-agora-como-faz, mas aí né.

Eu vi um episódio de Family Guy em que tinha uma frase que nunca vai ser dita e era um código secreto de ativação de espiões russos na América, enfim, a frase era ‘Gosh that Italian family at the next table sure is quiet’ mas bem que poderia ser ‘UHULL acaba de começar o TV fama, adoro esse programa’. enfim

               
Eu sempre achava que bom gosto era um dom, mas não, dom não é tão raro, bom gosto é MUTAÇÃO T-VIRUS.               


A única conclusão à qual eu consigo chegar é que todo mundo é hipócrita, tipo, quem reclama de música sertaneja, mas coloca neon debaixo do carro, quem reclama de Big Brother, mas assiste séries e filmes de vampiros adolescentes, todos são babacas. Se for pra ter mau gosto, assuma isso ou não reclame do mau gosto de outras pessoas.
                E dizendo isso estou sendo absolutamente hipócrita, por que o que eu mais gosto de fazer é reclamar do mau gosto das outras pessoas PQP


Todo mundo é hipócrita então, você que diz ser patriota mas prefere McDonald’s e eu que nem tenho dinheiro pra comprar no McDonald’s e por isso digo que é ruim, só pra tentar disfarçar. Ok.

Ursinho Forever Alone

Posted: by Arthur Alves in - , , , ,
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O urso polar Knut está sofrendo "bullying" de suas três colegas de cercado no zoológico de Berlim, na Alemanha, informaram seus tratadores nesta terça-feira (19).

Tosca, Nancy e Katyuscha -com quem Knut deve ter relações a partir do próximo ano- estão mordendo e agredindo Knut, obrigando-o a ficar acuado em um canto do cercado, segundo a imprensa britânica.
































Demotivacional + Jesus Manero = só pq eu n tenho criatividade mesmo.

Se não deu pra entender nada ou não quer dar pra entender veja a Matéria Completa do ursinho aqui 

PQP até as 'prometida' saknagi.

Sobre assistir a filmes quando já estão ultrapassados, Zumbis e Preconceito contra Não NERD's

Posted: quinta-feira, 14 de outubro de 2010 by Arthur Alves in - , , ,
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Eu assisti Madrugada dos mortos ontem


Todo mundo que eu conheço já assistiu a esse filme. Eu não gosto muito de zumbis. Não como é ordenado pela cultura NERD, bem, eu meio que me traumatizei com as sequencias infinitas de Resident Evil. Eu realmente não gosto de filmes que têm sequencias demais, geramente perdem o foco e ficam chatos, nada contra os zumbis, (não me odeiem) mas Resident é uma merda.
Madrugada dos Mortos é basicamente um filme de zumbis quase trash (o único que eu já vi em que os zumbis correm) que não tem nada de ficção, (quer dizer, não é explicado como tudo começou, só uma menininha endemoniada e logo depois a terra inteira foi inundada de gente que já morreu, mas não caiu)mas todos os filmes de zumbis são meio assim, não precisa ter explicação tem que ter sangue, cartucheiras e em algum momento serras elétricas. –que são absolutamente melhores do que metralhadoras. Chupa Rambo.

Eu e a Liz

Posted: quinta-feira, 7 de outubro de 2010 by Arthur Alves in - ,
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Totalmente do mal

Tiras Snoopy

Telefones que não Funcionam, Prazo de Validade e Secadores de Cabelo

Posted: quarta-feira, 6 de outubro de 2010 by Arthur Alves in - , ,
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Oi, eu não tomei café hoje o dia todo.

Eu tô de saída agora então eu acho que eu não vou mais tomar café hoje.

                Hoje eu tinha esse compromisso, tinha que sair, mas eu to enrolando aqui.
Eu tô aqui na casa da minha prima e eu tava sem nada pra fazer até eu me lembrar que eu tenho que sair, aí eu fui fazer uma ligação, fui usar o telefone fixo aqui da casa dela e não consegui. O telefone não funciona com todo mundo, ele escolhe certas pessoas aptas e qualificadas para usá-lo. Ele nunca funciona comigo, só com ela e só às vezes, eu acho que é algum tipo de leitor de digitais pra proteger o uso indiscriminado or something.
                Ela tava dormindo.
                A minha prima tava dormindo aí eu fiquei ‘caralho e agora?’ como eu vou ligar?
Eu tô sem celular, meu celular quebrou. Passou da validade. As coisas que passam da validade nunca duram muito tempo. Quando eu era criança eu sempre pensei que quando acabava a garantia das coisas elas se autodestruíam automaticamente. Se fosse uma bicicleta, por exemplo, ela ia perder as rodas enquanto você estava passeando por aí, se fosse um vídeo game ele ia explodir bem na hora que você estivesse na fase do castelo no Super Mario, e eu nem jogava Super Nintendo, mas eu não quero falar sobre isso.

                Perdi a concentração.

Enfim, eu queria usar o telefone, mas eu não consegui. Aí quando o desespero estava batendo e eu estava ficando sem esperança, eu me lembrei que quando os botões não funcionam a Liz usa o secador de cabelo pra ‘concertar’ o telefone. Ela ameaça o telefone   
                Eu fui buscar o secador lá no quarto e já estava ficando todo feliz, sei lá por que... Se você não é uma menina ou não usa o secador de cabelo frequentemente, usá-lo pode ser uma experiência muito legal, você só precisa vir andando pela casa fingindo que está com uma arma futurista de destruição em massa com tecnologia alienígena mortal, ou algo assim.

                 Mas qual é o meu desapontamento quando descobri que o secador não tinha ‘gatilho’. :O
Como é que alguém resolve fabricar um secador de cabelo sem gatilho? Se você for um fabricante de secadores de cabelo, coloque um ‘botão de liga’ em formato de gatilho, eu aposto que você venderia muito mais. Se uma coisa que tem um formato tão parecido com uma arma não tem gatilho, pode decepcionar muitas pessoas, inclusive eu.


Eu consegui usar o telefone afinal. A Liz acordou e usou a técnica suprema do secador no telefone e ele voltou a funcionar. (?) Ficaram meio escaldados, os botões.



                Fiquei escrevendo e já perdi a vontade, é a crise de inspiração. Esse é só mais um da categoria: ‘Informações Não Requisitadas

Eleições, Domingo e Almoço em Família

Posted: domingo, 3 de outubro de 2010 by Arthur Alves in - , ,
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Hoje foi o dia do exercício do direito popular conhecido como voto.
Eu vou fazer dezoito anos só depois das eleições então eu ainda pude ficar alheio a toda essa palhaçada de compra e venda de votos babaca. Eu já escutei muita gente falando que mesmo o voto sendo facultativo é importante e talz, porra, sinceramente estamos sem nenhuma escolha e eu preferi ficar em casa jogando PES a ir lá e votar tudo em branco.

                   Eu tive que sair de casa hoje ainda e eu não vi ninguém falando nenhuma vez ‘ah, estou indo votar, que felicidade em exercer os meus direitos’, tudo que eu vi foi todo mundo reclamando e se vendo obrigado a fazer algo que claramente estavam descontentes em fazer.
                   Eu moro em Belém, aqui tá quente pra caralho não dá pra sair de casa com um sorriso no rosto pra ir votar, só dá pra ir com esperança de encontrar algum deputado e conseguir alguma grana pra salvar o dia.
A minha prima disse que viu uma pesquisa que dizia que 58% dos brasileiros não concordam com votos obrigatórios, os 30% que concordam devem ser políticos ou família de políticos e 12% não souberam ou não opinaram, a margem de erro é de 2 pontos percentuais. rs

Eu tive que sair de casa apesar de tudo, fui pra um almoço em família na casa da minha vó. As ruas estão completamente cheias de santinhos de políticos, mesmo sendo proibido né... aí vem a indagação: CADÊ OS GUARDAS COM AS ARMAS LETAIS AGORA?
                   Domingo de eleição com almoço em família é dose.
                   Almoço em família sempre é regado a coisas desconfortáveis pra alguém. Sempre algum neto é lembrado por ter furado o pé quando foi roubar manga no quintal do vizinho ou rola um constrangimento por um dos presentes serem o ‘orgulho da família, estudioso, muito namorador esse rapazote...’ Felizmente hoje tinham as eleições pra desviar o assunto pra algo mais chato ainda.

                   Todo mundo fica meio de saco cheio de tantos papos de eleição e essas coisas, ainda mais com essa minha mania de filosofar em relação a qualquer coisa, transformando qualquer conversa em teoria conspiratória em potencial, a galera resolveu almoçar, pra variar um pouco.

Domingo é chato, todo mundo diz que domingo é chato. Sem estudar nem trabalhar e nem nada mais pra fazer, todos os dias são altamente ociosos pra mim, mas domingo parece que tem uma nuvem negra pairando sobre as nossas cabeças e tudo parece se mover mais lentamente. Simplesmente dá vontade de dormir e pronto.

Estou em uma crise de inspiração.