Sorte ou azar ?

Posted: segunda-feira, 1 de março de 2010 by Arthur Alves in
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É isso que está escrito no desktop da minha irmã, que por sinal é o único agora, pode não fazer sentido sem um contexto maior, mas convenhamos, no meu contexto faz extremo sentido.
Eu não vou embora, é você quem vai, eu só estou indo pra casa.
Na hora eu ri, agora não.
É isso mesmo que você quer fazer? Porque todo mundo me pergunta isso? Neura.
Foi como tomar um xarope. Você tem que tomar, mas sabe que não vai ser fácil, então faz isso da maneira mais rápida possível, não tem jeito, quando passa, ainda fica aquele gosto na boca.
Quando nós estamos dando um jeito na nossa vida. Quando nós estamos dando um jeito na nossa vida.
Duas vezes.
Achei que ia me segurar, quase nem falei sobre isso no outro capitulo.
Mas não deu. Ainda bem.
Foi um adeus digno, forte, mas nada frio.
Foi pago com juros.
Deixa pra lá.
Eu poderia partir agora mesmo que estaria tudo bem. Mas pra quê eu vou afinal? No meio de milhões eu fui o escolhido. Fui o mais sortudo. Sorte, sorte, sorte.
Três vezes.
Ela faz isso comigo, e ela sabe. Sabe de tudo e me disse que é como a dor do parto.
Parto de partir entende? Foi uma piada.
Perdi as contas de quantas vezes eu disse tchau, ou ela.
Eu te amo.
Que droga, merda, infortúnio. Droga
Quatro vezes.
Eu ainda acho que “Sorte ou azar?” é uma pergunta retórica. É claro que é sorte.
Há três anos venho trabalhando pra essa conquista, estudo, renúncias e finalmente sou recompensado. Aliás a uns cinco anos eu só penso em me mudar. Finalmente estou indo. Finalmente.
Se quer saber eu poderia ler isso no meu discurso de conclusão de curso, formatura da turma de 2010.
O que eu gostaria de dizer era: é claro que é azar.
Estou aqui há uns cinco anos, quando cheguei achei que seria a pior coisa do mundo. Eu nem conhecia de fato o mundo. Aconteceram coisas que... Levaram-me a crer que esse era o melhor lugar do mundo. O que há de melhor que amizades verdadeiras? Eu não to falando de amizades que duram um ano escolar, ou vizinhos cordiais que emprestam um pouco de açúcar. É sobre família, é assim que eu os considero. Irmãos.
Amigos a quem contar.
Coisas a fazer... Lições a aprender...
Eu nunca tinha me envolvido de verdade com ninguém até ela.
É até engraçado lembrar as coisas de criança. Como se tivessem acontecido a milhares de anos.
Pra falar a verdade é a pessoa mais nova que entrou para o seleto clube.
Eu a conheci ano passado ora. Sorrisos.
Eu posso lembrar-me deste dia como o dia em que eu usei as palavras mais comuns do mundo com uma sinceridade que nem eu mesmo estava esperando.
E a naturalidade como aconteceram as coisas me faz ter a certeza: havia um futuro aqui se eu resolvesse ficar.
Resolvesse ficar. Mais risadas. Como assim resolver?
Pode ser tarde demais amanhã.
Amanhã num sentido filosófico quer dizer no futuro, sacou?
As pessoas certas sabem. Talvez elas acordem na segunda feira, continuando suas vidas, e pensem: lá vai ele viver outra realidade. Ele só queria ficar aqui. Adivinha com quem?
Nunca o “eu ficaria por ela” fez tanto sentido.
É quase o fim seguido rapidamente por um recomeço radical, mas ainda tem o amanhã.
Amanhã no sentido literal da palavra quer dizer o dia que se segue depois de hoje, sacou?
Com calma, depois de amanhã.
Fudeu.
Mil vezes.
19/02/2010

Super Desinteressante

Posted: by Arthur Alves in
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Talvez algum dia isso sirva para alguma coisa, quer dizer, tudo isso que inutilmente sai espontaneamente da minha cabeça. Careca, cabeça careca, aliás.
Ócio não é mais o meu problema. Não por enquanto.
O que eu fui fazer? Que merda é essa que eu to metido agora? Eu tinha conseguido ficar até um bom tempo sem uma dessas e, bem, eu até preferiria agora não estar passando por isso.
Como diria Luciano do Vale: “o ‘se’ não joga”, mas se jogasse... Ah se...
Se eu não tivesse escolhido isso, se eu pudesse voltar no tempo, eu mudaria? Daria certo?
Agora não sou exatamente eu que faço as minhas próprias escolhas. Quem faz?
Estão como versos?
Esquece.
Agora não importa, eu sempre “deixei a vida me levar” e agora to pagando o preço da minha indiferença. Todos dão um empurrãozinho, mas no final, ou melhor, pra começar a culpa é minha. E eu não posso fazer nada agora que chegou a este ponto.
Vale a pena? Essa é a pergunta de um milhão de dólares.
Vale a pena deixar tudo pra trás justo agora? Sim, justo agora. Parece que tudo virou o contrário agora. Não há razão pra dizer que tudo deu errado, porque não deu. Tudo deu exatamente certo em proporções menores tudo ocorreu como estava planejado, mas não era o que estava planejado agora. Antes se tinha uma idéia e agora o plano é que o plano dê errado, não deu.
Isso explica? Talvez. Deu tudo certo, mas não era pra dar...
O meu sonho simplesmente não é mais o meu sonho e mesmo assim estou realizando isso.
Uma notícia, um telefonema, como talvez já tivesse dito antes, muda o rumo de uma sexta feira. Nesse caso, muda o rumo da minha vida.
Tudo vai mudar eu vou deixar tudo pra trás e eu não consigo ver o lado bom nisso, aquilo que todos falam, não consigo ver. Quem realmente importa sabe sobre o que eu estou pensando e acham uma coisa bem simples de se resolver.
Bem eu digo: não é tão fácil, não dá, eu simplesmente não consigo.
E eu nem sei se vale a pena, por quem eu faria? Qual é a justificativa de eu não ir?
Vale a pena esperar e ver se vale a pena?
Eu não sei.
É claro, eu nunca sei.
Se eu ficar, fechar os olhos pra tudo menos pra certa pessoa a quem eu espero faz algum tempo... Afinal eu sou até bem paciente
Mudar de cidade pra realizar o sonho que era meu e sem o meu consentimento passou para os meus pais a minha família estranha, ou ficar e ver no que vai dar?
Bem, o sonho era meu afinal.
Ver no que vai dar? Eu só posso estar maluco. Ela não merece isso. Ela não merece essa dúvida, por isso, não é por ela. É por mim.
Eu ficaria por mim e talvez por ela.
Ficar aqui e esperar que tudo ocorra como os novos planos, ficar com ela de uma maneira que eu nunca experimentei, ou ir e ver no que vai dar?
Bem, depende dela afinal.
Ver no que vai dar? Eu só posso estar maluco.
Eu ficaria por ela e talvez por mim.
Bem vindo ao meu mundo.

16/02/2010

Chocolate meio amargo

Posted: by Arthur Alves in
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Como sempre, voltamos à estaca zero.
E a pesar de tudo que eu havia pensado antes... não estou tão mal. Foi um final fácil demais.
Eu tenho que melhorar o meu estilo... pff
Nós estávamos antes e continuamos de uma maneira diferente. Não é exatamente igual, mas nem sempre foi de fato.
As férias vêm aí e nós aguardamos com esperança. Não há uma expectativa muito boa para o futuro e nesse momento em que todos querem que façamos planos para decidir o nosso futuro e o do mundo todo, é o momento em que mais nos sentimos sem rumo e sem futuro. É só viver a vida e aproveitar cada chocolate meio amargo e cada abraço como se fosse o último.
E hoje mais uma vez eu poderia estar de cara pra uma prova com muitos “a”, “b”, “c”, “d” e “e”, mas eu faltei. É a velha consideração pelo meu futuro sobre a qual eu tanto falo.
Uma parte 2 não se fazia tão necessária, mas bem, faço questão. É engraçado como as coisas aconteceram sem nenhum esforço e eu mais uma vez fiquei apenas calado olhando no fundo dos seus olhos, procurando algo para dizer e findando em aceitar tudo, pra não dizer engolir tudo que foi dito, tão pouco que foi dito.
Continuo sem entender, mas se essa for a condição da minha vida eu só posso aceitar e começar a me acostumar, dessa vez não foi tão difícil, acho que finalmente estou pegando o jeito da coisa.
É uma montanha russa que não dá pra ver os trilhos, é isso. Não dá pra saber se a próxima coisa que vai acontecer vai te levar pro topo ou vai te jogar pra baixo violentamente, mas claro, sem risco de vida envolvido. Quem sabe.
Ao fim do dia, tudo acaba não tanto como em um filme, mas como em uma música no mais alto volume que acaba e deixa o silêncio incômodo e uma expectativa pra próxima música que demora demais pra começar.
Fim da parte dois


5/12/2009

Funny how things turn out.

Posted: by Arthur Alves in
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Por que é tão complicado?
Às vezes as coisas poderiam ser mais como está escrito nas músicas com um toque de trilha sonora baseada em guitarras e algum barulho irritante.
-Você é capaz de complicar uma coisa tão simples!- Eu digo com um tom de irritação controlada, mas o quê será realmente que eu acho sobre tudo isso? Eu não estou entendendo nada. Finalmente o acender de uma luz apaga todas as outras. Eu odeio não estar no controle, enquanto ela me diz certas coisas que eu não consigo comentar, é quase como se fosse rápido demais e eu me esforço pra responder algo enquanto tento não parecer chocado com o que escuto.
Eu sou um idiota por estar nessa situação é aquela merda de sensação de impotência que paira sobre tudo que respira. (dessa vez juro que essa é a única coisa mais perto de filosofia que eu escrevo) Nós somos jovens demais pra superar isso? O quê aconteceu com o “we are young and we don’t care”? Eu sempre achei que essa fosse a idade da irresponsabilidade e até certo tempo atrás tudo que eu fazia era viver um dia atrás do outro sem me preocupar. Até certo tempo atrás.
- É complicado, eu só estou confusa. - O que quer dizer isso? Onde estão as câmeras? É uma piada? É tão difícil uma explicação sobre tudo o que está acontecendo agora?
Eu estou a dois dias de uma prova que pode ou não mudar a minha vida e eu só consigo pensar nisso, e bem... Acho que eu sou o único. Isso explica eu me sentir um babaca.
É besteira, só pode ser uma coisa simples de ser resolvida e o fato de eu estar me preocupando com isso só se deve ao fato de eu não ter idéia do que se trata. “Medo do desconhecido” [/locutor da TV no comercial do Supernatural] há!
To escutando Red Hot.
Tenho que arranjar um jeito de ligar pra ela. Pode ser um fim ou um começo, depende apenas da resposta pra seguinte pergunta:
E ai? Como está o seu humor hoje?

Fim da parte um.



28/11/2009