Tequila!

Posted: sexta-feira, 30 de abril de 2010 by Arthur Alves in - ,
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Eu só preciso de um fim de semana HEAUIHEOIAHUEOIAUHEOIUAHEOIAUHE

É, eu sou inacreditável.

O que eu acabei de dizer nos últimos, pode esquecer, ou não, afinal, eu vou postar de qualquer jeito.

Mas um fim de semana que muda concepções e abre os olhos acabou de passar como um furacão.

Tequila é um negócio realmente forte, e as amigas dos amigos podem ainda ser realmente surpreendentes nos dias de hoje. Eu nunca cito nomes, é claro.

Eu não quero fazer besteira, mas já fiz, agente não tem nada a ver, é só físico eu tenho certeza, mas porquê eu disse que não? Medo? Finalmente o que me disseram que ia acontecer de bom está acontecendo e eu não preciso de ninguém do meu lado, não agora, não mais, o mundo está e minha cabeça dá voltas.

Mudo de idéia como mudo de roupa, e volto a vestir meias brancas se todos dizem que meu pé tá igual ao do Mickey. Todos estão dizendo que eu posso arranjar meias melhores.

Não tem nada a ver com meias afinal.

Confesso que tenho chulé.

A noite é festa e incondicionalmente festa.

A vida é então.

Não te dizer o que penso já é pensar em dizer.

Eu ensaio a minha parte e a dela também, mesmo sem saber o que pode acontecer.

Eu ensaio a parte dela e a minha também, mesmo sem acontecer o que posso saber.

Na terceira vez que te chamam de cavalo, está na hora de pensar em sair pra comprar uma sela.

O que eu poderia dizer sobre devaneios por hoje.

Meus delírios estão cada vez mais fracos jornalisticamente falando.

Pra todos de outro planeta...

- Tequila!

Te Odeio .

Posted: by Arthur Alves in
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Só o título dessa vez é ruim, e gramaticamente incorreto, segundo o Word.

Dia inconveniente pra resolver escrever, vide rodapé.

Aliás, hoje é sábado. Talvez hoje haja mais do que uma simples noite.

Festa sim é uma coisa da qual eu não estou mais acostumado, muitas coisas que eu não estou acostumado resolveram acontecer comigo.

Eu to sentindo, ou melhor, prevendo que depois de hoje ainda vão surgir muitos contos de aventuras e só desta vez.

A minha mãe me disse, e é claro, praga de mãe pega.

Nem esperava mais nada depois de uma pequena escapada no início do resto, mas em muito pouco tempo, aconteceram mais coisas do que eu poderia esperar. Até nos mais inacreditáveis devaneios.

Eu fico me perguntando: será que eu já estou querendo ficar afinal? Desisti de tal maneira que estou esquecendo a todos? Eu não gostaria que fosse, mas uma coisa dessas faz a diferença, é a resolução de muitos problemas. E o surgimento do dobro disso.

Ainda tenho aqueles planos de voltar e crescer por lá, mas eles estão cada vez mais fracos.

Não é sobre isso, prefiro não ficar descrente nos meus próprios sonhos.

É sobre uma reviravolta que em tempo recorde já mexeu comigo de um jeito inédito. Não precisa nem pensar muito pra perceber.

Parece que eu não comando a minha vida. Quando pareceu?

Cada vez mais não me acostumo com essa nova vida. Cada vez mais me sinto sozinho aqui, e uma fuga é algo inesperado. Fico longe por pouco tempo e já pensam que devem me controlar. O nó das cordas na marionete já foi dado.

Mas dessa vez diferente das outras vejo um motivo pra não ligar pra isso.

Ela é confusa, diferente de mim, tem medo de se apegar, e agora está se entregando. Eu vejo problemas futuros com certeza, tudo vai rápido demais, mas eu não me importo.

Até agora é tão intenso que não consigo escrever nada se não os fatos. Minha mente não quer brincar, lembranças é o que são ditas.

Preciso mais do que nunca de amigos, mas não quero me afastar dela.

É uma nova personagem, que chegou rápido demais e se infiltrou de um jeito estranho demais.

Meu corpo tem sede de mais, é uma coisa que ainda não havia acontecido.

Não quero colocar a cabeça na frente dos sentimentos, mas eu não sei porque, meus sentimentos estão em segundo plano, pelo menos os sentimentos que qualquer romântico gostaria de sentir. É claro que não sou.

Pode ser esta a resposta que eu estava procurando, a solução mesmo assim tenho medo, mesmo assim me atraio cada vez mais.

O que é isso? Que tipo de sensação é essa? Intensidade galática. Mesmo ela dizendo que me odeia, eu sei que não e é isso que aflige.

Se entregar é a palavra chave?

Intensidade poderia ser o nome dessa parte, mas não, deixa pra próxima. Vai ficar ainda mais.

Despertador

Posted: by Arthur Alves in
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Não dá pra escolher de fato entre duas situações distintas. Não há, simplesmente, a escolha certa.
Talvez a resposta esteja na ponta da língua, mas por motivos de força maior é recomendável que fique onde está.
Quanto mais eu tento me desvencilhar do que há ao meu redor nesse momento, mais as raíses da nova fundação me prendem e dificultam qualquer tipo de escapatória.
É simples e ao mesmo tempo complexo. É sobre como uma vida muda com um telefonema, de repente são novos rostos, novas ruas, velhos sentimentos e saudade. Olhando pra trás eu posso dizer: eu era feliz e sabia.
Não é o que eu quero fazer, mas as oportunidades estão me arrastando para o conformismo, como uma corrente marítima, ou simplesmente corrente.
O quarto não é meu de verdade, a cama não é minha de verdade, a vida não é minha de verdade. Por enquanto eu tomo conta da minha saúde.
Só mais cinco minutos, é o que eu peço pro despertador, mas me sinto mal. É permitido?
Pela segunda vez em menos tempo do que eu gostaria arrumei as minhas malas. As caixas, e o máximo que eu puder levar. A vista das janelas? Preciso de um teto familiar. Dessa vez acho que perdi o Woody.
Um museu vive bem, talvez eu queira ser como ele.
Não quero mais ter que repetir, eu largaria tudo por um devaneio? Não quero ter que fingir que está tudo bem.
O que disse Paul no último telefonema? Esqueça Gaga. Quando Obama resolveu me mandar um scrap? Por onde anda Michael? Me perco tentando encontrar sentido no lúdico, seja pra passar o tempo, divertir ou talvez fugir. Uma fuga planejada, um desencontro premeditado.
Coisas lutam pra sair da minha cabeça.
Todos eles acabam dizendo a mesma coisa, mas eu digo: não será igual, a vida de todos vai se resolvendo...
Agora finalmente chego ao ponto dois.
Isso que ocorre as vezes nem arranham os sentimentos que agora precisam ser contidos. Não espere ser tarde demais. Se conselho fosse bom, o Silvio seria rico.
O que um dia eu senti pela velha casa amarela agora sinto pela cidade azul onde está a casa branca. Agora há uma cidade cinza e uma casa incolor, o que é um lar?
Antes que eu durma tudo vem se fortalecendo no meu pensamento. Antes era apenas sobre o que dizer diante daquilo, agora é sobre o que eu poderia ter dito. Poderia.
Desventuras.
Solitário, junto.
Não tem escolha agora. É tarde demais. Eu desisti até que o despertador me acorde dos sonhos e me leve pra vida irreal.

02/03/2010

Nada além da voz doce .

Posted: by Arthur Alves in -
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Eu odeio esperar.
Eu odeio muitas coisas, mais coisas do que eu poderia escrever aqui sem se tornar um livro dramático de memórias desinteressantes.
Nós acabamos tendo que, na vida, passar por coisas que, realmente, não podemos evitar e que, convenhamos, são realmente desagradáveis.
Despedidas, por exemplo. Acabo de, novamente em menos tempo que eu gostaria, anotar esse dia como o dia de mais um adeus um tanto quanto triste. Eu diria até encorajador, ao invés de triste.
Esperançoso por um lado, desesperadamente em busca de um motivo por outro. E acabando sendo uma redundância proposital notável. Diga três vezes, rápido.
Estava a muito em busca de inspiração, e nem imagino como poderia prever que ela viria em forma de desventura. Até pareci um pouco otimista ao pensar que algo de bom me traria a luz, eu acabo gostando desses momentos escrotos que me explicam algumas coisas sobre as pessoas. Eu gosto de observá-las afinal. De uma maneira ou de outra é como se eu não fizesse parte de todos e ao mesmo tempo sou só mais um deles.
A propósito, estou em um saguão de aeroporto. Um bem desconfortável e irritante saguão de aeroporto.
Talvez eu passe a noite inteira aqui. Eis a minha desventura.
Eu quase pensei que poderiam ser os limitados dias de paz que passei ao redor de pessoas que eu gostaria de ver sempre, que me dariam a inspiração certa pra próxima tentativa de escrever mais um pouco de palavras soltas sobre um diário de vida ou uma cronica alienígena e, é claro, soando enormemente, e erroneamente, homossexual.
Vai, Serginho.
Sobre como aquela pessoa que você vê todo dia apenas por frequentar os mesmos lugares coincidentemente faz falta. Muita.
Como cada um reage ao aviso da companhia aérea?
Tem um cara dormindo a alguns passos daqui. Não está em uma cama, nem de perto.
Um deles que eu havia visto acabou indo embora. Nem sei pra onde. Nem queria saber.
As crianças dormem e elas podem, outros ainda falam sobre política e eu os escuto muito bem por sinal.
Não dá pra encontrar uma posição confortável. Impossível.
Ela deu uma notícia realmente desagradável e é claro que ela sabia disso, mas ela tinha uma voz tão doce. E a minha vida ainda parece uma versão estendida desse momento.
Eu não escuto apenas notícias boas e nem espero isso, mas continuo com reações fracas daquele tipo que você chega em casa e pensa que poderia ter feito ou falado diferente do que fez, ou falou.
Não falar e não fazer é a história dos últimos tempos.
Escrevo de forma cuidadosa, como se alguém fosse ler.
Nem quero que possam, na verdade nem espero que compreendam alguma palavra que sai aqui.
Ler pode ser uma visita aos meus pensamentos mais sórdidos. Trate o meu cérebro como uma mente de quem usa algum tipo de alucinógeno, vai ser mais fácil.
O Sono tá pegando. Lutar contra isso é o mesmo que adiar a ida ao dentista. É melhor que você não falte ou vai perder a luva balão.
Tudo isso apaga um pouco as despedidas de agora a pouco. Nem senti ainda, de fato.
Talvez daqui a um ou dois dias possa estar sentindo falta de um abraço, parceria, gritar palavrões de madrugada ao perder no vídeo game, e aí sim, talvez eu tenha a inspiração que eu espero.
É tudo sempre tão igual.
Mas eu nunca me acostumo.
E agora que eu tenho a minha própria caixa de pandora, nem a esperança vai ficar pra trás.

Arthur Alves.
06/04/2010.