E, pausa.

Posted: terça-feira, 22 de junho de 2010 by Arthur Alves in
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Dá vontade de rir de coisas que escrevi a.. sei lá...
Dois meses atrás :D

Como se fosse eternidade.

Agora sobre planos.

Posted: by Arthur Alves in - ,
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Vamo botar essa porra pra funcionar!
Nada mais de nada.
GRRRR
Brinks.
Do início, um pouco depois do big bang, é claro. A minha vida a maré leva. Mais redundância.
Muitas coisas sobre futuro rodam a minha cabeça e é sobre isso que pretendo discorrer ou talvez quem sabe, vuvuzelas, pelo prazer de escrever isso. Sem plágio, livre interpretação.
Em algum lugar em algum dia na TV passou uma matéria sobre um grupo de estudantes que, orientados pelo professor, escreveram o que mais davam valor no momento e os seus maiores planos e sonhos pro futuro para 10 anos depois lerem e descobrirem o que se passava nas suas mentes de adolescentes e que se passa agora. O que mudou, na vida delas e no mundo.
É uma idéia válida, mas muito complexa, poderia passar a tarde toda escrevendo que talvez não conseguisse exprimir o que eu gostaria daqui a 10 anos pra mim e pro mundo. Mas posso tentar.
Estamos em copa do mundo, soam vuvuzelas. Pro inferno com essas cornetas malditas. As pessoas treinam fraternidade num mundo hipócrita e é sempre assim. Não dá pra ver sinceridade. Algumas pessoas me falam que eu me esforço pra não ter nenhum sentimento em relação a ninguém, não é verdade, só as pessoas que fazem parte do meu cotidiano que não me atraem. Nem sou difícil.
Fico sempre na minha e treino bem minha arrogância, nunca se sabe.
Todos os meus amigos continuam se resolvendo e eu continuo nessa minha busca por imperfeições e motivos pra não. Coração nem tenho.
Daqui a 10 anos, se houver mundo, há sempre a esperança de que seja melhor, mesmo que esperança seja uma palavra pouco usada por mim. Mentira.
Analisando a minha vida no momento tenho grandes mudanças em relação a poucos anos atrás, o que mudou em mim? Estou morando a seis meses longe de casa. Casa de parentes nunca é a mesma coisa então é como se fosse seis meses longe. De tudo.
Eu sei que sempre exagero, mas o que eu posso fazer? É o meu jeito.
Ainda quero concretizar aquele velho sonho. O de ser músico. Nem quero ser famoso, ou ser rico, quero fazer música. É o que me liga a esse mundo. Sempre me sinto meio excluído. Ainda mais aqui.
Listando: morando com os tios, estudando na universidade (matemática, sem rir), torcendo pro Japão na copa, sem os óculos Ray Ban, e sem uma namorada também. Não que eu queira. A namorada.
E o Brasil?
Daqui a dez anos ainda pode ser alguma coisa decente pro mundo. É claro me lembrei, eleições!
Tudo acontecendo esse ano.
Tudo com a maldita pressão do mundo, mas eu não sou como talvez alguém possa imaginar. Neurado, autista por opção (de vez em quando), anti-social nem nada desses outros adjetivos usados se você tem uma banda de emocore. Consolos aos pais dessas crianças.
Sobre tudo isso, um olhar específico e bem pessoal. O Brasil na copa é igual a o Brasil na economia, no resultado é bom, mas pode se queimar por besteira. Falar mal da imprensa e negociar com o Irã, não pega bem meus caros. As eleições estão aí e sem muitas opções. De verdade, o que é triste, ainda mais por eu não votar.
Seguindo a lista, na UEPA ainda tá um bagunça, e tentar botar ordem é brigar por bobagem. Ainda vou acabar me sujando com essa parada, mas pelo menos serei lembrado e meu nome será cochichado nos corredores. Mesmo que sejam difamações e tramas de assassinato.
Ah, a música, pausa para a escolha.
The Strokes, é.
Vou montar isso, a minha música, produtor musical é como serei chamado e a gavadora fará sucesso, um clube com o mesmo nome, um CD por realização pessoal e por fim a satisfação com o reconhecimento. Não sozinho, mas com uma sociedade promissora.
O Japão me decepciona.
Os óculos podem até vir no verão a seguir.
A namorada ainda tá longe. Ou não.
Eu quero voar, mas minha capa ainda tá na lavanderia.

Arthur Alves
Em: 21/06/2010