Mães, Guerras e Falar no Telefone

Posted: terça-feira, 28 de setembro de 2010 by Arthur Alves in - , , , , ,
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< aviso >esse post não tem a menor graça< /aviso >
< aviso2 >esse post é dedicado a minha mãe (6)< /aviso2 >
< post especial >

Eu tô hiperativo na madrugada. Quando não se tem nada pra fazer, você acaba direcionando a energia pra coisas inúteis e por conseqüência, ou não, perde a noção de dia e noite.
-Oi.


Há algum tempo eu estava percebendo que nessa faixa etária que estão quase todos os meus amigos, as escolhas que darão um rumo pro resto da vida, se dividem em: ‘o que eu quero fazer exatamente agora’ e ‘o que a minha mãe quer que eu faça exatamente agora’. As respostas variam entre ‘dominar o mundo e destruir os EUA’ e ‘arrumar o quarto da bagunça épica de cinco anos’, mas a questão não é essa, a questão é que nessa idade você acha que já está maduro para saber o que é melhor pra você, mas seus pais não acham isso.

É tipo assim, você acaba o ensino médio e provavelmente vai fazer vestibular. Tudo bem se você quiser ser médico, engenheiro ou advogado, mas quer estragar o jantar de família, fale que pretende montar uma banda de rock e rodar o mundo num tour regado de sexo e drogas.
                Cada mãe vai ter o seu próprio chilique e esse é o ponto. (chilique? WTF)
As mães reagem diferente ás coisas que escutam dos filhos e isso derruba completamente aquele ditado que diz que mãe é tudo igual. Só se for levado em consideração que todas têm dois olhos, um nariz e uma boca. A não ser que a sua mãe seja aleijada or something... espero que não.

Tudo bem que mãe só quer sempre dominar a vida do filho o melhor pros filhos, mas cada mãe faz isso de maneira própria, por isso, cada uma é sempre diferente da outra.

                O momento da nossa vida no qual as mães receiam é o momento de confronto, nenhuma das partes está preparada realmente pra isso. É aquele momento em que você está prestes a dizer que não concorda com as coisas que a sua mãe diz e pela primeira vez tem alguma razão em dizer isso e as mães ficam na defensiva tentando dizer ‘Tá doido moleque? Vai estudar que é o que tu tem que fazer!’ com o maior eufemismo possível proporcionado pela sutileza da nossa famigerada língua portuguesa.
                Cada ‘tipo de mãe’ pode reagir diferente a essa atitude mais hostil do filho, não é geral, você pode levar uma bifa na cara ou não, aliás, você pode estar certo ou não. O grande problema é que nenhum dos dois está disposto a ceder e é por esse mesmo motivo que as guerras foram travadas, que as torres gêmeas caíram e que um dia os aliens vão destruir o planeta Terra.

O maior motivo para os conflitos armados entre as potências militares que conhecemos hoje é a briga da mãe com o filho vagabundo falta de um acordo entre as partes. E tudo começa com um movimento em falso em desacordo com uma lei maior que reina o universo e alguém desesperado por não saber como parar isso, carrega a machine gun e destrói tudo. Essa lei é a lei do ‘eu to certo e você está errado’. Muito usada pelas mães mesmo.

                Tudo se desenrola numa briga muito intensa e quase interminável onde todo mundo perde a habilidade da fala normal e só se comunica aos berros, qualquer coisa explode ao menor contato e o presidente dos EUA se revela na verdade o rei da raça humana na terra e decide sobre o nosso futuro se encontrando secretamente com os inimigos numa base construída numa época onde o meio de comunicação era somente o rádio, provavelmente na década de 30. E se conclui com um país completamente destruído, milhares de pessoas inocentes que morreram em vão e possivelmente sem os chineses saberem de nada porque a guerra não chegou até eles. Acabei de assistir Transformers na Globo e ainda estou no clima. rs

                A maneira mais sensata de se evitar tudo isso é uma conversa franca e sensata entre mãe e filho, de preferência cara-a-cara e não por telefone e nem MSN. Nada pode substituir o olho no olho que é impossível no telefone.
                Com o advento da tecnologia cada vez mais se tem menos tempo na vida real e mais possibilidades de comunicação na ‘vida virtual’, mas eu odeio o telefone por que as pessoas deveriam estar cem por cento dentro da conversa e, principalmente mães, fazem qualquer coisa e falam ao telefone ao mesmo tempo, nem quero imaginar no MSN. ‘Que barulho é esse, mãe?’ ‘tô só fazendo a janta, lavando a louça, lendo aquela revista e vendo a novela, filhão’ ‘Odeio conversar pelo telefone mãe... mãe?, mãe?’


Não tem como tornar isso fácil, pelo menos tentaremos de um jeito menos doloroso, pela primeira vez de adulto pra adulto e não de capitão pra soldado.

< /post especial >
< fim texto >
< br >
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< fim >

1 Abraços:

  1. Unknown says:

    Continuação da sua historia. Por favor

Todo o que disser poderá ser usado contra você, no tribunal. Pratique o Eufemismo