Conhecimento Científico

Posted: quarta-feira, 16 de novembro de 2011 by Arthur Alves in - , , ,
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Roger, o vira-lata

Posted: quarta-feira, 9 de novembro de 2011 by Arthur Alves in - , , ,
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Eu recebi esses dias uma proposta de redação pra fazer uma fábula. Eu disse que não sabia, mas pensei bem e não é tão difícil assim. Fábulas são histórias onde a personagem é um animal e no desfecho significativo tem uma ‘moral da história’. Fácil, aqui foi a minha:

Roger, o vira-lata.
A vida de Roger, o vira-lata, não era nada boa. A começar pelo modo como ele era chamado. Roger havia implorado muito para que sua mãe, o matriculasse em uma escola do bairro, mas ela preferiu o mandar pro outro lado da cidade, pra uma escola bacana.
                Roger era o único da sua classe que não tinha raça, daí o apelido. Ele era o único cachorro da sala, pra começo de conversa. Apesar de tudo, ele tentava levar uma vida normal, mas não se encaixava em nenhum grupo. Magrelo demais pro grupo dos atletas, burro demais pro grupo dos jogadores de xadrez, peludo demais pro grupo dos bonitos e, no geral, cachorro demais pro grupo dos não-cachorros.
                Mesmo ele sendo o único animal na escola, ele não era nem um pouco conhecido, mas ainda assim, mantinha um bom coração. Na verdade ele tinha um coração meio fácil. Ele era desses que se apaixona por qualquer garota que lhe dê o mínimo de atenção. Foi o que aconteceu quando a menina dos cabelos vermelhos pediu sua licença pra entrar no refeitório.
                Ele nem ao menos sabia o nome, mas quase não conseguia parar de pensar nela. Uma pena que a coragem nunca foi dos seus fortes, e ele ficou muito tempo apenas olhando de longe, sem esperanças.
                Um dia qualquer, Roger acordou com o humor diferente e decidiu que ia finalmente criar coragem e falar com a garota ruiva. Calçou o seu melhor tênis, passou a camisa e ensaiou, no espelho do quarto, várias maneiras de quebrar o gelo e iniciar uma conversa.
                Ao sair de casa, não estava mais se importando em ser mais velho que ela, ou ter um focinho gelado, só queria viver a vida intensamente. Atravessou a rua sem olhar o sinal e foi atropelado por um caminhão.

MORAL DA HISTÓRIA: Não é fácil ser cachorro. Pare de enrolar e vá pegar a garota. Olhe pros dois lados etc.

Na essência, as minúcias.

Posted: terça-feira, 8 de novembro de 2011 by Arthur Alves in - , , , ,
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Quantas merdas estão acontecendo nesse exato momento no mundo todo? Quantas pessoas estão se importando com isso? Vale apena alguma coisa? Nada é menos importante no universo do que os maiores questionamentos sobre ele.
                As pessoas usualmente costumam falar que questões mundiais são mais importantes do que meros problemas cotidianos, eu gostaria de perguntar em que planetas elas vivem. É claro que são as pequenas coisas da vida que fazem você se sentir vivo, pouco se importando se tem fome na África ou não.
                Cada pessoa vive no seu próprio mundo, cada um tem a sua própria experiência que pode chamar de vida. Ela, a vida, é uma coisa que as pessoas complicam demais. É tudo muito simples, o mundo gira em torno de mim e eu sou a causa de todas as consequências que acontecem comigo.
                É engraçado quando questões sobre a vida surgem em momentos tão pouco importantes no contexto existencial, e quando você se depara com uma situação definitivamente marcante, nada mais é do que um dia qualquer.
                As últimas semanas foram de longe as mais peculiares do ano. Foi dessas em que você nota quem é amigo de verdade e quem está só de figuração na vida. Foi marcada por um acontecimento de infinita importância que me deixou insatisfeito com o universo. Pela primeira vez entrei em um cemitério, por motivos óbvios, mas apesar desse dia parecer ser diferente, estava tudo igual ao que sempre foi.
                No dia anterior não houve nada de diferente, a tristeza das pessoas não afetou nem um pouco o dia, ele começou e acabou na mesma hora de sempre, nem choveu. E tampouco nos afetou de maneira tão significativa quanto se poderia imaginar, apenas ficamos com caras esquisitas. Reparamos nas roupas, nas pessoas, no clima e até em certos momentos, seguramos o riso, como se estivéssemos fora de órbita.
                Tal situação nos torna insensíveis? A natureza é insensível por nos deixar viver as 24 horas inteiras enquanto desejávamos que aquilo acabasse logo? Não, porque a vida simplesmente vai acontecendo independentemente do nosso humor. Não é triste, mas é despido de emoção.Ninguém vai sentir a perda nos momentos mais importantes, mas sim nos mais banais, mais cotidianos, tão simples quanto tomar café de manhã sem ter acordado direito.
                A prova disso tudo é que, por mais que tenha sido um momento marcante nas nossas vidas, todas essas filosofias sobre ela me ocorreram aqui, por não saber por qual sabor começar no sorvete napolitano.

Tropa de elite 2 - Trailer Americano

Posted: segunda-feira, 7 de novembro de 2011 by Arthur Alves in -
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E não é que filme brasileiros estão com moral?

Idéias

Posted: sábado, 5 de novembro de 2011 by Arthur Alves in - , , ,
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Sobre não atualizar o blog, Giro de notícias e a moda da Insônia

Posted: segunda-feira, 31 de outubro de 2011 by Arthur Alves in - , , , ,
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Todos comemora, volta a coluna menos importante que reclamar da segunda feira e mais atrasada que a morte do Niemeyer. Retornam os textos semanais de segunda, ou mensais no caso.
                Mas, quer saber? Eu não recebo pra isso então, foda-se. Eu escrevo quando eu quiser também. Não obstante eu tenho motivos bem fortes pra curtir essas férias de blog, um deles é que, caso alguém não saiba, nos dois últimos finais de semana eu fiz o enem e uma prova de vestibular, respectivamente. Resumindo: gastei meu cérebro.
                Talvez se o feedback fosse mais interessante eu me esforçaria pra manter o ritmo aqui, tô pensando em mudar o nome do blog pra “0 comentários”, mas sem raivinha, porque eu curto muito meus cinco leitores regulares e as fãs também (só as gatas).
                E o que eu perdi de assunto pra comentar esses últimos dias? Vou fazer aqui um balanço rápido com o ¡¡Totalmente Desnecessário!! (mais uma bobagem que eu inventei pra introduzir o estilo “giro de notícias”).

Mundo: Tá lotado.

Brasil:   Gente o Lula tá com câncer, milhares de brasileiros se preocupam seriamente por terem investido o salário inteiro no bolão dos R.I.P. e terem marcado “Gianechinni”.

EU JÁ SABIA: Vazou o ENEM e estão culpando o nordeste por existir. Este meio de informação tem por obrigação dar uma opinião sobre o assunto polêmico: estão certos os comentários sobre os cabeça chata.

Expofeira: Está sendo um sucesso! (pra quem não sabe, a expofeira agropecuária é um evento de grande porte no estado do Amapá onde os jovens e adultos de baixa renda vão passear pelas vitrines e podem ser comprados pelo rebanho bovino que vêm de vários cantos do Brasil diretamente para o evento).

Egito: Matamos o cara errado, dizem rebeldes sobre a morte de Joel Santana. Khadaffi ainda desaparecido.

E.U.A.: Hoje é HALLOWEEN!! Dia daquelas festas e comemorações que você aprendeu na sessão da tarde. Mas no Brasil, todos festejam o dia do grande herói nacional, o Saci Perêrê (who?).

Amsterdam: Ainda é na Holanda.

Argentina: Não sei de nada lá não galera.
Fim do ¡¡Totalmente Desnecessário!! da semana, voltamos com a nossa programação regular.
               
Enfim, outro motivo bem pertinente pra eu ter deixado de escrever mais aqui é que eu estou fora de moda esses tempos, amigos. É que, pouca gente sabe, mas estamos vivendo a geração insônia. As pessoas costumam definir gerações por uma ideologia ou pelo que passa na TV na época, eu prefiro olhar o comportamento. ~NO MEU TEMPO~, todo mundo se orgulhava por dormir zilhões de horas por dia, tendo como grande ídolo o grande Garfield. Cultura que se fortaleceu na geração cubículos de escritório e “Odeio Segundas-Feiras feelings”.
                Hoje não, dormir é fora de moda, todo mundo tem insônia na internet, é incrível. Se duvidar, conte quantas vezes ouve ou lê a máxima dessa nova década “dormir é para os fracos”. Pobre eu, que decidi dormir e detonei a minha vida (interneticamente falando).
                O problema é que os caras tem uma visão torta de insônia. Ficar acordado até cinco da manhã e acordar no outro dia a uma da tarde não é insônia, isso é ser vagabundo, insônia é outra coisa. Se você for pra escola, vira um zumbi, se for pro trabalho, vira um zumbi mais bem vestido.
                É incrível como o melhor lugar pra dormir é sempre inoportuno. Você está em casa, totalmente cheio de energia, resolve sair e vem aquele sono violento que não se importa muito com os seus objetivos nem com a sua integridade física, você tem que dormir e pronto. É por isso que o melhor lugar pra dormir acaba sendo a sala de aula ou o local de trabalho. No caso, se você for motorista de táxi, carro, caminhão ou ônibus, use o cinto de segurança pra poder dormir etc.
                Eu acho que tem toda uma gama de situações que você pode passar simplesmente dormindo e ficar tudo bem, exemplo: caminhar. Apesar de eu achar que caminhar está na base subterrânea na cadeia alimentar dos esportes e exercícios físicos, é até interessante porque é uma coisa que você pode fazer dormindo sem nenhum problema. Eu mesmo várias vezes já acordei no meio do caminho e parei um pouco pra pensar como eu tinha percorrido os últimos metros. A conclusão é obvia, eu estava dormindo, sonhando e andando.
                Então, da próxima vez que você for fazer algo mecanicamente repetitivo e simples, como andar, lavar a louça, dirigir, cozinhar, cometer um assassinato; o faça dormindo e não tente parecer hipster vomitando em todo mundo a sua insônia e o quanto de café você bebe por dia. Enquanto você não criar uma personalidade alternativa que te ajude a fundar um clube de boxe clandestino, você não aproveita a insônia do jeito certo.

Causa e Consequência

Posted: segunda-feira, 10 de outubro de 2011 by Arthur Alves in - , , ,
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Fanatismo, no sentido literal da palavra, e em qualquer outro sentido, é uma merda.
                O maior problema é que se você tenta argumentar com um fanático, questionando algo sobre o que ele venera, é o mais próximo que você pode chegar de levar um tiro de ak-47. Sempre que eu tento falar pra alguém que a mídia massifica as preferências do povo, os caras argumentam que o que quer que seja é tão bom que as mídias têm obrigação de explorar ao máximo, numa lei de ‘vontade da maioria’.
                Nesse sentido, Justin Bieber esteve em três canais de TV simultaneamente no último domingo porque tem muita gente que gosta dele; Toda quarta-feira e domingo a tarde todos esperam o jogo do Flamengo na Globo, porque a maioria dos brasileiros é flamenguista; O país é laico, mas fala abundantemente sobre catolicismo e visitas do papa são quase feriados porque a maioria da população é cristã.
                Tudo errado, ou ao menos invertido. As pessoas geralmente não conseguem enxergar na mídia o sentido de causa e consequência. Tirando a religião, todo o resto é uma escolha flexível de preferências: time de futebol, estilo musical, ideologia política, etc. Então, uma preferência, pode ser mutável e precisa de reforço positivo para ser definida. Por isso, alguém que goste de jogar tênis de mesa se sentirá desmotivado e possivelmente passará a jogar futebol simplesmente pra ter com quem jogar, já que a mídia cultural diz que futebol é o esporte da nação.
                A grande mídia tem sempre aquele que pode ser chamado de formador de opinião. Geralmente, um ou mais indivíduos dizendo que acha que tal coisa é boa e outra coisa é ruim. Diretamente, como um crítico de cinema dizendo que filmes nacionais só são bons no estilo cinema-favela; ou indiretamente, como um personagem galã de novela bebendo coca-cola.
                A causa da maioria da população ser flamenguista, cristã, beber coca-cola e odiar o Rafinha Bastos, é a mídia explorando tudo isso como um reforço positivo em massa. Um contra-argumento seria que a mídia só explora o que é, ou pode ser, de acordo com a opinião da maioria. Eu digo: infelizmente um povo não tem um juízo definido sobre algo, é absolutamente necessário um conceito externo, os meios de comunicação social pra dizer que o seu vizinho também é flamenguista e que é melhor ser flamenguista que qualquer outro time.
                A TV, o rádio e a internet, formam a sua massa de manipulação os induzem a fechar os olhos e repudiarem um julgamento diferente do seu. Então caros amigos, pensem bem sobre as suas preferências. Elas são ou não uma escolha realmente pessoal?

Uma lógica genial, a mídia fala sobre o que a maioria quer ouvir, sendo que ela própria decidiu o que a maioria tem que querer ouvir.
       




Ghosts

Posted: sábado, 8 de outubro de 2011 by Arthur Alves in -
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Pensa que é fácil sonhar?

Posted: terça-feira, 4 de outubro de 2011 by Arthur Alves in - , , , ,
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Essa última semana eu estive tentando promover um estudo comportamental em mim mesmo, pra ver no que ia dar. Na verdade foi o seguinte, recebi uma proposta de produção textual que falasse sobre sonhos. Não aquilo que você quer muito, como um camaro v8 amarelo ou um robô gigante, mas aquilo que passa pela sua cabeça quando você está dormindo.
                Aí eu tive uma primeira conclusão, que não ia conseguir escrever nada porque simplesmente nunca tenho sonhos. Com certeza eu quero um Autobot só pra mim, mas dormir e sonhar é uma coisa que muito raramente acontece comigo. Pois bem, pra escrever sobre sonhos eu tive que induzir essa experiência em mim mesmo. Fui o meu próprio rato de laboratório.
                Então, mais que uma crônica sobre atividade cerebral não-consciente, esse pode ser um manual de como sonhar, e tal.
                Da última vez que eu sonhei foi tipo ha mil anos e foi sobre jesus. Na verdade eu conversava com o cara, tipo, era o mundo acabando e tal daí eu ia pro inferno, mas antes batia um papo esperto com o filho do dono. Eu até escrevi o sonho porque foi realmente bem interessante, quase uma experiência extracorpórea, mas não vem ao caso já que eu fiz manuscrito e não vou digitar nunca e o desafio era sonhar essa semana de qualquer jeito e falar sobre.
                  Primeiro tentei dormir menos tempo possível, assim ficaria muito cansado e quando eu fosse dormir finalmente, seria um sono profundo e haveria a possibilidade de sonhar. Não deu certo. O máximo que eu consegui foram pensamentos no escuro, uma recapitulada rápida do dia e logo depois já acordava como se ainda estivesse tentando dormir no dia anterior. Assim, os pensamentos apenas continuam e você só parece mais cansado.
                A neurociência diz que os sonhos são uma simulação do futuro possível com base no passado conhecido, durante o sono de ondas lentas não há sonhos, quando as memórias começam a interagir e a atividade neural aumenta é que coisa engrena. Nos sonhos, as pessoas realizam o que potencialmente são capazes, ou gostariam de ser, por exemplo, voar. Mas será que é isso? Talvez eu como apreciador das ciências tenha dificuldade de sonhar ao dormir por que imagino boa parte das coisas possíveis e impossíveis de se fazer, acordado mesmo. Então tive que tentar outra abordagem.
                Dormir o máximo possível. Tantas horas dormindo talvez me dessem mais chances pra pelo menos alguns minutos de sonhos, será? Não. Pouca gente sabe, mas dormir muito serve apenas para potencializar a necessidade de sono. Dormir muito só dá vontade de dormir mais, isso é inerente ao ser humano e aos gatos gordos (teoria minha).
                Se sonhar é uma necessidade biológica eu estou moribundo. O que fazer então? “Dormir muito preocupado com uma coisa faz você sonhar” – Mito. Você só acorda e continua pensando naquilo de antes de dormir. Aí eu meio que desisti, antes de dormir coloquei o celular pra despertar bem cedo, pra estudar de manhã e escrever uma história inventada de sonhos. Funcionou, de certa forma.
                Depois de apertar o botão soneca umas cinco vezes e depois ir direto no ‘cancelar’, eu ainda tinha o objetivo de acordar, mas com menos força. Acabei caindo em um meio termo entre o despertar e o adormecer. Tentei levantar de supetão pra não dormir até meio dia, mas acabou sendo meio devagar. Saí do quarto e não era exatamente a minha casa, era uma mistura de todas as casas que eu já morei até hoje (foram muitas) e tava uma penumbra esquisita como se estivesse nublado dentro de casa.
                Fui até a parte de trás pra ver o tempo, estava chovendo fraco, tinha um gramado e uma árvore grande que não deixava eu ver o fim do quintal, mas a piscina estava lá, vazia com umas ervas daninhas e musgo. Tava tudo tão sinistro que eu percebi que era sonho. Não tem preço você sonhar e saber que está sonhando, me senti meio Leonardo DiCaprio em Inception, ou John Cusack na mente de John Malkovich. Resolvi explorar.
                Na sala da casa tinha mais água do que do lado de fora, infiltrações infinitas nas paredes e no teto, mais ou menos a casa do Edward Norton em Fight Club, tirando o fato de ter dois cavalos sentados no canto, se comportando como cachorros e eu usando uma cadeira pra me defender deles, na verdade tava tudo certo, ou eu ia deixa-los na chuva do lado de fora?
                Daí eu acordei. Esse foi o meu sonho induzido, totalmente bizarro, inesperado e sem qualquer explicação. Eu passei um tempão lá vendo coisas que não me lembro, mas era como se fosse absolutamente normal. Déjà vu. No mundo real não tinha passado nem 5 minutos, mas eu me senti totalmente descansado e satisfeito, é quase uma epifania provocar uma visita ao próprio inconsciente e, bem, tem cavalos lá.
                
Se alguém souber isso de decifrar sonhos, por favor, manifeste-se.

Splitscreen - A Love Story (by JW Griffiths)

Posted: segunda-feira, 3 de outubro de 2011 by Arthur Alves in - , , ,
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Um curta muito bem pensado e executado vencedor da Nokia Shorts Competition 2011 e sim, filmado com a câmera do celular Nokia N8




Splitscreen: A Love Story from JW Griffiths on Vimeo.

Politicamente Chatos

Posted: sábado, 1 de outubro de 2011 by Arthur Alves in - , , , , , ,
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É incrível o nível de hipocrisia que existe no mundo, e se já é de conhecimento geral essa afirmação, completo com: é incrível o nível de chatice que os seres humanos conseguem chegar quando trabalham o senso comum.
            Estamos nessa época escrota em que as coisas acontecem rápido demais e as pessoas têm medo e não sabem lidar com tais mudanças, tal como em épocas antigas todos se contradizem e se atolam em meias-verdades.
            Do que eu estou falando? Da perseguição que estão fazendo em relação ao humor ou à criticidade de certos famosinhos na TV, ao meu ver por pura raivinha adolescente massificada, mas disfarçada de diretriz do ‘Politicamente Correto’.
            Todo mundo enche o peito na hora de falar sobre liberdade de expressão, fim da censura na TV etc. Mas o que realmente todos estão pensando ninguém tem coragem de dizer, e quando diz é caçado publicamente até entrar nos eixos, pedir desculpas e ficar no cantinho do castigo.


            É o que estão fazendo com o famigerado humorista Rafinha bastos, por exemplo. Muito famoso por não segurar pensamentos sujos na língua, ele vem sendo sondado pela maior onda de politicamente corretos já reunida. É obvio que piadas são vias de mão dupla, eu mesmo sei disso porque senti na pele e sei o que é levar sermão simplesmente por ter achado graça em algo que é sagrado pra alguém.
            Zoar com religião e política é incrivelmente ‘tolerado’ pelo público, mas se for sacanear alguma minoria, rios de processos cairão sobre seus ombros. Eu pergunto, afinal o que é de mau gosto? Peguei aqui alguns exemplos de (segundo o nome da página no site da Veja Online) Frases infelizes de Rafinha Bastos e outros comediantes. A seguir:
Rafinha Bastos
“Toda mulher que eu vejo na rua reclamando que foi estuprada é feia pra caralho. Tá reclamando do quê? Deveria dar graças a Deus” 
Trecho de piada de Rafinha durante seu show de stand-up comedy         

“É octógono, cadela! Põe esse nariz no lugar.”   
Comentário no CQC sobre a dificuldade da apresentadora Daniela Albuquerque, da RedeTV!, em pronunciar a palavra "octógono"

“Aí, órfãos! Dia triste hoje, hein?” 
Post publicado em seu perfil no Twitter no Dia das Mães deste ano

“Já comi muito a mãe dele.”          
Frase dita durante um quadro do "CQC" sobre a mãe do repórter Felipe Andreoli


Danilo Gentili

“Entendo os velhos de Higienópolis temerem o metrô. A última vez que eles chegaram perto de um vagão foram parar em Auschwitz.”          
Frase publicada por Danilo Gentili em seu perfil no Twitter sobre a polêmica da construção de uma estação na Avenida Angélica

”King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?”      
Comentário no Twitter, em julho do ano passado  


Marcos Mion

“Essa é a pergunta que não quer calar. Como ela faz para tomar banho? Como ela vai à piscina? O que ela faz com o pacote?”        
Frases de Marcos Mion no "Legendários", da Record, sobre a transexual Nany People

“É como se o Silvio Santos começasse a pegar a Maisa.”           
Comentário em seu blog sobre o namoro dos cantores Marcelo Camelo e Mallu Magalhães, na época com 16 anos, citando a atriz mirim de 9 anos, do SBT


Pânico na TV

“São pernas gordas, seios fartos e muitos buracos em torno da região das nádegas.”
Marvio Lucio, o Carioca, do "Pânico na TV", sobre a cantora Preta Gil
            Tá proibido rir disso? Eu poderia mudar o nome da página e colocar “O Melhor de” porque eu não vi nada de mau gosto aí, ok tem baixarias? Com certeza, mas quem melhor pra consumir essas baixarias que o público alienado que as assistem? Eu acho que quem se ofende com esses comentários devia rever urgentemente os conceitos, porque é o mesmo tipo de pessoa que luta por liberdade de expressão que está tentando colocar uma tarja na boca dos que só querem essa mídia pra alavancar o sucesso.
            Casos como o do apresentador do CQC, só provam o grau de imaturidade da sociedade em relação a um humor mais ácido, tanto que eu tenho plena certeza que ele adora todos os comentários ruins e as juras de morte que recebe diariamente porque isso só o faz mais relevante, a missão dele tá dando certo e todos ficam só com a raivinha reprimida.
            Até o Charlie Sheen que quando mostrou ser mulherengo, alcoólatra, egoísta e irresponsável foi caçado pela mídia e demitido, por pressão do público, do seriado que fazia há anos e anos como um personagem com as mesmas características e que era aplaudido e venerado por esse mesmo público. Irônico?
            Eu só fico triste com alguns casos que podem acabar com um potencial gigantesco de sucesso como o do Marcelo Adnet que no Comédia MTV, fez uma esquete intitulada ‘A Casa dos Autistas’ (casa dos artistas ne) e depois teve que pedir desculpas publicamente ao publico(?) autista ou afim. Vai acabar tendo que ir pra Globo escrever roteiros pra Lady Kate.
Apoio tudo isso de liberdade por que o mais escancarado destilador de veneno Rafinha Bastos, postou no twitter uma resposta a toda essa polêmica: “Olá Folha de São Paulo, vá tomar no olho do seu cu”. E ainda assim é o perfil, na rede social, com mais influencia de todo o mundo, segundo o THE NEW YORK TIMES.
Toda essa bobagem se resume a: tem gente que é homofóbica, mas fica ofendida quando ouve piadas de racismo e outras que são racistas e se sentem ofendidas com piadas homofóbicas, e ainda os religiosos, que são obrigados a odiar tudo que é fora do padrão bíblico, mas ainda não sabe se pode rir de gays e espancar prostitutas.



Ah, vão chupar um canavial! Ficou ofendido? TROCA DE CANAL, ou leia outro blog.






Leiam essas *agadas generalizadas: Frases Veja SP

TCC - por Fabrício Carpinejar

Posted: quarta-feira, 28 de setembro de 2011 by Arthur Alves in - , , , , , ,
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Se você já foi um universitário ou tem um filho na universidade, entende o valor da temida sigla TCC.

TCC é tudo. O resto é nada. Você é nada, uma ameba, um protozoário perto de um TCC.

O Trabalho de Conclusão do Curso é a greve de existir do jovem. Faz o vestibular parecer um feriado.

O TCC é a TPM do Ensino Superior, a cadeira derretida do inferno, a desculpa para não realizar mais nada.

Não se vive com um TCC. A monografia final da graduação é a fita azul que enrola o canudo, é a provação derradeira para emoldurar o diploma, é o que separa o capelo do céu.


Na teoria, a tarefa se exibe fácil. Arrumar um tema, depois juntar material de pesquisa, atender aos conselhos de um professor orientador e, por fim, escrever 60 páginas. O fim nunca se encerra. No momento de pôr as ideias na tela, o último semestre demora mais três e o pânico devora as letras do teclado como um vírus.

O TCC é o Gulag do adolescente, o exílio solar, a solidão noturna. É o bilhete de suicídio prolongado em livro. É o mesmo que receber simultaneamente a notícia de gravidez e esterilidade.


Não se é humano com o TCC. É um crime se divertir, arejar a cabeça, brincar durante o período. A expectativa de solucionar um problema da carreira a partir de um texto acadêmico torna-se o problema. O futuro ganha o sinônimo de PRAZO ESGOTADO. A esperança tem o subtítulo ANOTAR ALGUMA COISA, QUALQUER COISA, POR FAVOR, ME AJUDA. O sujeito não tem mais passado, mas BIBLIOGRAFIA. Não existe lembrança, e sim FONTE.


Muito fácil reconhecer o graduando na rua. Andará vagaroso, vidrado nos cadarços soltos do próprio tênis, rosto maltratado, remela nos olhos, roupas sobrepostas de quem se acordou agora e pegou as primeiras peças pela frente. Demonstrará irritação e uma dificuldade de entender a lógica do idioma. É um poço de culpa, ou porque não dormiu para estudar, ou porque dormiu e não estudou.

Algumas respostas básicas de um universitário redigindo o TCC:

Você namora? – Não posso agora, estou preocupado com o TCC.
Vamos tomar um café no fim de tarde e pôr o papo em dia? – Não dá, tenho que fazer o TCC.
Que tal Green Valley no domingo? – Nem pensar, estou com o TCC parado.
Topa churrasco de noite? – Nunca, não avancei no TCC.
Um cineminha hoje, para descontrair um pouco? – Desculpa, estou atrasado para o meu TCC.
Onde você está? – Tentando achar uma posição confortável para escrever meu TCC.
Você leu a crônica de Carpinejar em Zero Hora? – Não, só leio o que interessa ao meu TCC.








Crônica do @Carpinejar publicada no jornal Zero Hora e que eu peguei daqui 

Rock in Rio

Posted: quarta-feira, 21 de setembro de 2011 by Arthur Alves in - , , ,
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Hoje eu acordei meio gangster. Pra quem não sabe gangster é aquele cara que é muito filho da puta, mas todo mundo curte, ainda to querendo saber o porque.

                Rock in Rio, mais Rio do que rock. Quem vai? Apenas posers. Tudo mundo que vai pra festival de música mainstream divulgado massivamente pela mídia pra mim é poser.
                Poser, pra quem não sabe, é o cara que paga de sabichão sobre alguma cultura geralmente musical, veste a camisa do Ramones, mas nunca ouviu sequer um disco etc. É só esse tipo de gente que vai pro rock in rio esperando ver algum rock aí.
                Eu não tenho nenhum problema com o festival ou as bandas que vão pra lá, mas o direcionamento da mídia é algo ridiculamente equivocado, a começar pelo nome da festinha. Rock in Rio foi um festival que teve há uns 30 anos que teve uns shows fodas com mais ideologia rock do que música rock. Pouca gente sabe, mas o foda dos festivais de música do passado não era tanto os shows, (que eram sim fodas) mas sim o que era ‘permitido’ se fazer enquanto estivesse por lá.
                Nos dias do evento era praticamente fundado uma república anarquista(?) onde não havia leis ou diretrizes e todo mundo curtia qualquer coisa que tocasse lá porque estava muito chapadão de ácido.
                Não estou dizendo que pro Rock in Rio dar certo teria que fazer apologia às drogas, só que o festival que vai começar nessa sexta não devia ter esse nome, no mínimo. (ou o comercial com as guitarradinhas).
                Isso é inveja de quem vai por eu não ter a menor possibilidade de ir aos shows? Posso dizer que há resquícios.
O que pode ser foda no rock in rio é o Red Hot Chilli Peppers, não tô nem aí se os fodões e figurões curtem ou deixam de curtir, mas acho que valeria a pena. Ate porque essa banda é uma daquelas que dá vontade de parar de ouvir só peno ‘naipe’ da galera que é ‘fanzaço’.
É só prestar atenção, o cara diz que gosta de rock e dá de exemplo RHCP = cagão. Geralmente é o tipo que curte o lado errado do rock, nem entende e acha que RHCP é H A R D C O R E. Daí se veste de bermuda e munhequeira e putz, sou roqueiro mãe. (apenas 18 anos pra cima por que jovenzitos não conhecem os anos 90)
                Ou ainda, os que acham que Red Hot é música calminha porque escutam muito rock’n’roll-metal-core-death-jesus e se parecem com o Jack Black, porra tudo vão pro rock in rio curtir um samba.
                Eu sou desses que deixa de gostar de algo pelo simples fato de muita gente babaca gostar também, mesmo que eu tenha muito apreço, tipo: Praias. E ainda, sou capaz de gostar de uma coisa só porque ninguém acha legal ou nunca ouviu falar, tipo: Filmes do Wes Anderson.
               

Pra concluir o assunto Rock in Rio, tenho que dizer: TOMARA QUE CHOVA~

Post Sustentável

Posted: terça-feira, 20 de setembro de 2011 by Arthur Alves in - , , ,
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Um dia desses, eu fui comprar um refrigerante e a moça do caixa riu com desdém quando eu disse que não queria sacola plástica, pra salvar o meio ambiente. Naquela risada estavam contidos litros e litros de significados inferidos e eu tive que concordar com ela numa discussão em silêncio.
                Já é ruim quando alguém desacredita uma ideia que você tem, mas quando uma pessoa faz isso e você não tem argumentos fortes o bastante pra defender o seu lado, é frustrante. Ela tem razão.
                Consciência ambiental é uma coisa que você tem apenas para fins de ‘descarrego de consciência’ no fundo você sabe que não dá em nada. Isso é quase que utópico pra sociedade em geral, do Brasil, pelo menos. É tão pouca gente “fazendo a sua parte” que até hoje eu jogando o lixo no lixo e recusando sacolas plásticas no mercado, não salvei sequer uma tartaruga marinha.
                Ás vezes eu acho que o faço apenas para irritar meus amigos, por que nem conscientizar alguém é possível.
                De fato, um pré-requisito pra ser ativista ambiental é ser chato. Nunca vi alguém com papo sustentável ser legal, na real, ninguém quer saber dos pássaros migradores do Canadá. E também não tem como ser 100% Vegetariano ou, sei lá, 100% ambientalmente correto.
                Gente que come Soja deve saber que hectares e mais hectares de floresta são desmatados para a plantação da dita cuja, e quem usa aquelas sacolas do meio ambiente tem que saber que proporcionalmente elas causam um dano ainda maior para o ecossistema que as tradicionais sufocadoras de albatrozes.
                Apenas a ficção consegue transformar Vegetarianismo em coisa boa, exemplo, no filme ‘Scott Pilgrim vs o mundo’ (foda), tem um ‘super-ex-namorado’ que é vegan e, por consequência, tem super poderes. E ainda a inesquecível Phoebe de Friends que consegue ser hippie numa série totalmente ‘padrões da cultura’. Se bem que eu curto Friends pra caralho, é uma das únicas séries que consegue ser boa mesmo com risadas de estúdio.
                Pronto, já falei palavrão, reclamei de uma coisa que ninguém se importa e perdi completamente o fio da meada. Post completo.

O Mito da Batata, de Arthur.

Posted: segunda-feira, 12 de setembro de 2011 by Arthur Alves in
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Qual a sua visão de mundo? O que você acredita como verdade final e absoluta? Eu sou famoso por não respeitar crenças alheias baseadas em alienação e/ou terrorismo psicológico. Não gosto de religiões que pregam o medo, nem de receitas de ‘magias’ para prejudicar alguém (macumba braba), e fico pensando o que leva alguém a acreditarem em tais coisas, e se um dia elas irão abrir a mente para um outro nível de conhecimento.
Será que o que pensamos hoje continua a valer pra sempre? Estamos fadados a aceitar uma verdade e acreditar nisso pra sempre? Talvez não. Eu acho que todos conhecem a Alegoria ou ‘Mito da Caverna’ de Platão (se não conhecem, busquem conhecimento) que diz que o conhecimento tem níveis de aceitação e que as verdades se tornam mais abrangentes de acordo com a maneira que você olha o mundo.
Pois bem, eu então irei dissertar sobre um fato verídico que me ocorreu (no passado) e que me fez pensar (hoje) sobre o conhecimento por si só.
No auge da minha infância escolar eu era, sem modéstia nenhuma, um dos melhores da classe, nunca me envolvia em bagunças, quase nunca me sujava e o máximo de algazarra que eu fazia era correr no recreio feito um louco como qualquer um da minha idade, mas claro, parando antes de suar na camisa.
Todo mundo sempre colocava muita expectativa em mim e esperavam sempre que eu continuasse a surpreender a todos. A surpresa chegou numa aula qualquer de uma matéria qualquer em que me foi proposta a atividade: ‘Desenhe uma batata’. Bem, eu já tinha desenhado frutas, objetos e pessoas, uma batata então seria apenas mais um passo na minha incrivelmente promissora carreira acadêmica, aí eu desenhei um quadradinho.
Todos já viram como uma batata se parece? Eu ainda não havia visto senão na mesa. Em forma de salada ainda por cima, uns quadradinhos com maionese. Não tinha a mínima ideia do formato da leguminosa matéria prima.
Foi um choque pra todo mundo saber que eu não era tão excepcional, fiz uma babaquice que não era nada anormal pra minha idade e descobri uma coisa que me fez ter curiosidade em relação a tudo, menino de apartamento criado vendo o Goku (antes da internet) descobriu que as batatas não eram cubinhos que vinham em latas.
É pouca coisa? Talvez, mas são pequenas revelações que fazem você pensar em tudo e acabar por revelar algo maior que mude o seu modo de encarar o mundo. As coisas não nascem em latas, ervilhas não foram inventadas para você prestar atenção no que está comendo (e eventualmente tirá-las do prato), as comidas industrializadas sabor pizza são na verdade sabor orégano, aliás existem mais sabores de pizza além de calabresa e frango, há todo um infinito de coisas que você ainda não sabe depois de descobrir tudo isso e apenas os tolos continuarão com a visão de que não são os donos das suas próprias vidas.
Talvez seja amadurecimento proveniente das experiências vividas, mas eu mudei a minha opinião diversas vezes no decorrer dos anos e apesar de não gostar da generalidade da sociedade ainda acredito que todos possam parar de acreditar em contos de fadas.
Mitos são coisas inventadas para promover certa paz espiritual, mas têm limites, batatas não nascem em cubinhos.


Priceless

Posted: sábado, 3 de setembro de 2011 by Arthur Alves in - , ,
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Deus, o Multifacetado.

Posted: terça-feira, 30 de agosto de 2011 by Arthur Alves in - , , , , , , , ,
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A fim de acabar com a competição ateístas x teístas, aqui vão novas teorias nas quais acreditar sobre o fim e a criação do mundo como nós conhecemos.

Mandamento XI: Não explicarás piadas referenciais depois da criação do google.



Deus, o Hacker. Massively Multiplayer Online Role-Playing Game.
Deus foi brincar com um joguinho novo de vida artificial, o True Life, e criou um avatar: Jesus, com o qual fazia de tudo pra expandir as possibilidades do jogo, mas não era tão fácil, daí ele se cansou da monotonia e começou a usar diversos cheats ilegais, como não afundar na água e troca de itens menos valiosos por ‘itens star’ (água > vinho) fazendo com que a moderação começasse a persegui-lo, depois de uma denúncia de spam de um dos contatos da sua buddy list, os administradores conseguiram excluir a sua conta, mas Deus conseguiu respawn, deixando todos mais confusos.
 Enfim, Deus cansou do jogo (três dias pra escrever o bug da re-life e hackear no jogo) nunca mais logou o seu personagem e foi cuidar da sua vida. Até hoje ninguém conseguiu uma partida tão legal quanto essa, mas porque agora a moderação está de olho mais aberto e já apagou vários bugs no jogo, não cai mais em bobagens.


Deus, o Cientista. Universos Paralelos são apenas tubos de ensaio diferentes.
Deus estava estudando sobre populações e sua evolução, pra isso testou várias possibilidades em vários tubos de ensaio, o que conhecemos hoje como universos paralelos. Nesse, no qual vivemos, deus colocou apenas a fonte de energia, o habitat, um espécime macho e uma fêmea e deixou crescer por si só.
                Em outros tubos de ensaio deus colocou outras espécies pra conviverem e um dia, se encontrarem e quem sabe competirem por espaço, alimento, energia e lançamentos da EA Games. No nosso universo não existem outras formas de vida, por isso esse era o que Deus mais depositava esperança em sucesso, mas como nós hoje muito bem vemos (e como os filmes do James Cameron muito bem exemplificam), a competição era fundamental para o alcançarmos o ápice da evolução da nossa espécie, detonando os aliens.
                Com base nos dados coletados, a evolução da tecnologia no universo isolado e as inevitáveis miscigenações de raças provocadas por um universo totalmente povoado, Deus foi capaz de criar uma versão 2.0 humanóide, que isolou em uma lamina laboratorial e ganhou o prêmio máximo de ciências da academia do olimpo.
                Assim, satisfeito com a vida, Deus guardou os tubos de ensaio restantes e nunca mais mexeu nisso, afinal, já estava rico mesmo.


Deus, o Destruidor de mundos. E Jesus prateado.
Era mais um dia comum na terra, até que uma luz proveniente dos céus pousou no chão. (dos E.U.A. porque é sempre lá que acontecem essas coisas) era Jesus com umas roupas estranhas e sandálias da humildade. Ele já chegou falando pelos cotovelos, porque esse é o seu estilo. Falou rebuscadamente, com pausas, hipérboles, metáforas e muita 2ª pessoa do plural, algo que pode ser resumido por “Acabou a gracinha, papai tá chegando pra detonar. Quem vem, vem”.
                Com o pânico consequente do seu discurso (uns que ficaram com medo pelo fim do mundo e outros por que não entenderam nada que Jesus falou), ele explicou que era apenas um arauto que vinha anunciar a chegada do irredutível papai.
                Muito havia se falado sobre esse dia, mas, pouco sobre a reação da humanidade perante tal situação. Todos pensaram bem e viram que é inacreditavelmente difícil ir para o paraíso, um tanto quando impossível. Então o que fazer? O que fazemos de melhor, partir pra porrada. Não dá pra se entregar assim tão fácil.
                Então os governantes elegeram um presidente do mundo com uma sede neutra e reuniram um exército das melhores mentes, armas e negros de tapa olho pra lutar contra o fim do mundo. Jesus arranjou uma prancha de surf (finalmente explicando para o mundo o ‘andar sobre as águas’ do passado) e partiu por ai tentando convencer a humanidade que era inútil resistir.
                Jesus, entretanto, conheceu melhor as pessoas (desceu do salto) e resolveu que iria lutar a favor dos humanos contra a tirania de Deus, o sem mãe.
Trincheiras mundiais super mísseis e o poder de ilusão de Jesus foram ao encontro do todo poderoso, a batalha foi intensa e mais uma vez só os E.U.A. foram destruídos, depois de muitas catástrofes, Jesus jogou uma pedrinha no pai que machucou os olhos e pensou, “O que eu estou fazendo? Vou perder o programa da Angélica” (pra quem não sabe esse foi o motivo pra Deus ter parado de criar as coisas no sétimo dia) Daí ele foi embora sussa.
Todos ficaram felizes, fim da história. Sem a pressão do julgamento final, as pessoas que faziam o bem, o faziam por que tinham vontade e não por não querer arder no mármore do inferno, e Jesus, seguiu o sonho de participar do American Idol, alguns diziam que ele era bom, outros, que ele só estava lá porque tinha salvo o mundo, o certo é que ele ganhou disco de platina, fez turnês mundiais por anos e anos e antes de cair no esquecimento, fez o pé de meia aparecendo em um comercial da Gillete raspando a barba e pegando as minas.
                   










Tirinha do Um sábado qualquer, teorias em conjunto com o amigo Luan Callins, o procrastinador.

Porque o Homem-Aranha é o herói mais Foda

Posted: segunda-feira, 29 de agosto de 2011 by Arthur Alves in - , , ,
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O Homem Aranha, pra quem não sabe, é o super herói mais fodido de todos os tempos.
                Primeiro porque há 60 anos quando os Srs. Stan Lee e Steve Ditko inventaram de criar a primeira história que tinha um super herói ‘’loser’’ no meio dos fodões de uniformes, eles exageraram nessa de vida de merda.
                Todos os heróis tinham que ter uma tragédia na vida pra poderem aprender sobre altruísmo e responsabilidade. Peter Parker, por outro lado tinha uma tragédia de vida. Já não bastasse o garoto ser órfão de pai e mãe, ainda teve que ver o tio morrer (e se culpar por isso), e ver a primeira namorada de arrebentar no chão após ser arremessada de uma ponte por um lunático vestido de verde.
                O cabeça de teia então teria todos os motivos pra ser um carrancudo e mal humorado herói que desconta os traumas do passado batendo em vilões de fantasias, mas não, o cara ainda tem uma força, sabe-se lá de onde, pra ficar se balançando pela cidade fazendo piadas e satirizando tudo, inclusive a própria vida de merda.
                Então o destino coloca mais um obstáculo pra fazer dessa, a história mais infeliz de todos os tempos, o azar. Peter Parker é um babaca que teve uma vida de merda, mas fica tranquilo com tudo, só pode ser ataraxia.
                Enfim, é isso que faz com que os filmes que foram feitos até agora do homem aranha tenham sido tão bons e ao mesmo tempo tão horríveis. Nos filmes ele se fode pouco e se revolta com isso, no fim, a trilogia cinematográfica quase fica rotulada como ‘comédia romântica adolescente com uma luta quase sem sanguinho no final’ (com lição de moral).
                O Homem Aranha é o herói mais foda, e o novo filme, parece ser no mínimo mais foda que os anteriores (é um reboot afinal de contas), então fica a (minha) esperança de que seja um filme dramático com um personagem principal que se dá mal mas lida com isso ironicamente e não um filme engraçado no qual o único que faz tudo errado e fica revolts é o protagonista.

                Assista ao Trailer do Amazing Spider-Man ~que tem uma cena incrível em primeira pessoa e parece ser melhor que o anterior~