Causa e Consequência

Posted: segunda-feira, 10 de outubro de 2011 by Arthur Alves in - , , ,
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Fanatismo, no sentido literal da palavra, e em qualquer outro sentido, é uma merda.
                O maior problema é que se você tenta argumentar com um fanático, questionando algo sobre o que ele venera, é o mais próximo que você pode chegar de levar um tiro de ak-47. Sempre que eu tento falar pra alguém que a mídia massifica as preferências do povo, os caras argumentam que o que quer que seja é tão bom que as mídias têm obrigação de explorar ao máximo, numa lei de ‘vontade da maioria’.
                Nesse sentido, Justin Bieber esteve em três canais de TV simultaneamente no último domingo porque tem muita gente que gosta dele; Toda quarta-feira e domingo a tarde todos esperam o jogo do Flamengo na Globo, porque a maioria dos brasileiros é flamenguista; O país é laico, mas fala abundantemente sobre catolicismo e visitas do papa são quase feriados porque a maioria da população é cristã.
                Tudo errado, ou ao menos invertido. As pessoas geralmente não conseguem enxergar na mídia o sentido de causa e consequência. Tirando a religião, todo o resto é uma escolha flexível de preferências: time de futebol, estilo musical, ideologia política, etc. Então, uma preferência, pode ser mutável e precisa de reforço positivo para ser definida. Por isso, alguém que goste de jogar tênis de mesa se sentirá desmotivado e possivelmente passará a jogar futebol simplesmente pra ter com quem jogar, já que a mídia cultural diz que futebol é o esporte da nação.
                A grande mídia tem sempre aquele que pode ser chamado de formador de opinião. Geralmente, um ou mais indivíduos dizendo que acha que tal coisa é boa e outra coisa é ruim. Diretamente, como um crítico de cinema dizendo que filmes nacionais só são bons no estilo cinema-favela; ou indiretamente, como um personagem galã de novela bebendo coca-cola.
                A causa da maioria da população ser flamenguista, cristã, beber coca-cola e odiar o Rafinha Bastos, é a mídia explorando tudo isso como um reforço positivo em massa. Um contra-argumento seria que a mídia só explora o que é, ou pode ser, de acordo com a opinião da maioria. Eu digo: infelizmente um povo não tem um juízo definido sobre algo, é absolutamente necessário um conceito externo, os meios de comunicação social pra dizer que o seu vizinho também é flamenguista e que é melhor ser flamenguista que qualquer outro time.
                A TV, o rádio e a internet, formam a sua massa de manipulação os induzem a fechar os olhos e repudiarem um julgamento diferente do seu. Então caros amigos, pensem bem sobre as suas preferências. Elas são ou não uma escolha realmente pessoal?

Uma lógica genial, a mídia fala sobre o que a maioria quer ouvir, sendo que ela própria decidiu o que a maioria tem que querer ouvir.
       




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